PÂNICO

 

         Entre as doenças modernas, o pânico é a que vem envolvendo milhares de pessoas em todo o mundo. As explicações são inúmeras mas as soluções são bem escassas.

Dentro dos conhecimentos da psicologia convencional, o pânico é derivado de uma carga muito grande de stress/emocional, causando uma sensação de "morte eminente". Neste instante todas as defesas do organismo entram em estado de alerta máximo: o coração   dispara (taquicardia), a respiração fica ofegante, começamos a suar frio, perdemos o equilíbrio pelas tonteiras...enfim um quadro aterrorizante.

    O tratamento que realizamos nestes casos são inicialmente a busca do controle respiratório através da Meditação. Quando falamos em respiratório, eu digo que a respiração é o principal meio para o controle do nosso organismo. Quando falo em meditação quero dizer a busca consciente dos fatores inconscientes que desencadeiam este processo.Também usamos a técnica da TVP - Terapia de Vidas Passadas, pois em muitos casos encontramos as raízes em outras vidas. Traumas inconscientes que o ser carrega ao reencarnar e, um fato aparentemente banal pode desencadear toda uma patologia psicológica

    O tratamento exige muita disciplina do paciente em seguir as  nossas orientações. Não fazemos uso de medicamentos, mas aconselhamos o uso de alguns tipos de chás que são as origens naturais de todos os medicamentos alopáticos. Não quero com isto desmerece-los, pois nas horas criticas eles são sem nenhuma dúvida a solução.

Vou contar um pouco a origem do pânico:

     Segundo a mitologia grega, PÃ era o deus flautista dos pastores, dos rebanhos e dos bosques, que possuía chifres e pés de bode. Por seu aspecto bizarro e por suas bruscas e inesperadas aparições, costumava assustar os homens: dai, originou-se o termo "pânico", que significa "situação que suscita medo intenso, pavor repentino ou ansiedade extrema, por vezes infundadas e que foge ao controle racional". A ansiedade é considerada uma resposta natural as vicissitudes da vida e, dentro dos limites normais, é estimulo efetivo para a melhora do desempenho nas atividades do dia-a-dia. Quando muito intensa, porem, torna-se altamente incapacitante e traz enorme desconforto ao indivíduo. A "doença do pânico" se caracteriza por episódios súbitos e inesperados de ansiedade extrema, de curta duração (10 a 20 minutos, raramente horas), que surgem sem que haja um fator desencadeante (como, por exemplo, um assalto ou outra situação perigosa) e se acompanha de uma série de sintomas desagradáveis. Os mais comuns são falta de ar com sensação de sufocamento, desconforto e aperto no peito, batimentos cardíacos acelerados, dor de cabeça, náuseas, transpiração excessiva com extremidades frias ou ondas de calor, tremores, vertigem, tonteiras, visão turva, formigamento pelo corpo (especialmente nas mãos), sensação de morte iminente, medo de enlouquecer ou de fazer algo sem controle e uma sensação subjetiva de que algo inimaginável e horrível esta para acontecer e não pode ser evitado. Ao final da crise, resta uma exaustão física profunda, traduzida por sonolência inusitada. A doença do pânico parece não ter relação com a raça ou o nível de instrução da pessoa e, embora possa ocorrer em qualquer idade, predomina entre os 20 e 50 anos. Sexo feminino, instabilidade emocional e historia de casos semelhantes na família são fatores predisponentes bem definidos; em nível ambiental, meses quentes, horas claras e estresse dos grandes centros urbanos também contribuem para maior incidência dos episódios críticos. Hoje em dia, acredita-se que dois a três por cento da população mundial sofram ataques periódicos da doença do pânico.

     A princípio esporádicos, os surtos agudos da doença do pânico tendem a se repetir com freqüência crescente caso não haja tratamento, criando situações embaraçosas em locais públicos abertos ou dos quais não seja possível sair com facilidade (grandes aglomerações, shoppings, cinemas, teatros, elevadores, túneis, ônibus, aviões...). Não raramente, a pessoa se imagina com uma grave doença cardíaca ou neurológica, passando a freqüentar a emergência de hospitais de modo sistemático e se submetendo a exames e tratamentos onerosos e desnecessários. Temendo ser surpreendida por um ataque em ambiente inóspito, ela passa a evitar saídas a rua (em termos médicos, a isto denominamos "agorafobia", do grego agora = assembléia, praça pública + phobus = medo) e, em situações extremas, os efeitos no psiquismo são devastadores: o doente acaba abandonando o emprego, permanece confinado em casa todo o tempo e adota um estilo de vida solitário e totalmente isolado do convívio social. Tais atitudes favorecem quadros depressivos, tentativos de suicídios e elevam, de modo drástico, a dependência as drogas, mormente o álcool. Paralelamente a isso, a compreensão e o apoio dos amigos e familiares, intensos a princípio, tende a decrescer e a pessoa passa a ser considerada "desequilibrada", "histérica" ou, ate mesmo, vitima de alguma "trabalho sobrenatural". A origem da doença permanece uma incógnita, embora existam evidencia - cada vez mais sólidas - de um distúrbio no metabolismo do neurotransmissor  "noradrenalina" em nível do "locur coeruleus", região do cérebro tida como "centro do medo". Tanto a psicoterapia como os usos de medicamentos desempenham papel importante no processo de cura. Estimular a auto-estima do individuo, encoraja-lo a enfrentar e vencer suas limitações, faze-lo compreender melhor a natureza de sua doença e os benefícios do tratamento são atitudes muito úteis para obter melhora objetiva e consistente. Os medicamento são também de inestimável valor, mas seu emprego exige rigoroso acompanhamento médico: as opções incluem clonidina, atenolol, antidepressivos específicos (fluoxetina, imipramina, fenelzina) e o benzodiazep¡nico alprazolam. Nos dias atuais, a maioria dos doentes refere melhora expressiva das queixas, que os permite recuperar uma qualidade de vida há muita perdida.

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