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Vamos começar a
pensar a nível de eternidade! Mas, o
que é isso?
Eternidade é não morrer jamais, ficar sempre vivo, participando
ativamente da vida material, ou melhor, encarnado. Mas será isto
possível?
A julgar pelas
religiões reencarnacionistas, não. Pelas não reencarnacionista,
também não. Quando morre, voltamos
tempos depois em outro corpo, ou não volta mais, espera o juízo final
ou quem sabe céu ou inferno.
Mas ao pensar em eternidade, tiramos da cabeça qualquer
alternativa que sugere morte, pois eternidade é não morrer. Mas na
verdade uns morrem, mas ”outros”
continuam vivos.
Será que poderemos ser o outro?
Ser o outro é continuar vivo. Este pensamento tem
me atormentado o meu dia-a-dia. Parece que estou sendo molestado
por um “ser espiritual do mal”, querendo atrapalhar a minha vida
tanto filosófica como profissional, ou melhor bagunçar a filosofia do
planeta que tanta dificuldade tem para aceitar o processo
reencarnatório. Agora eu chego falando que a morte morreu. O termo é
exatamente este: a morte da morte. Vou contar a história deste
pensamento trapalhão:
Na minha infância, em Minas Gerais, o menino Márcio era
praticamente um homem feito nos seus pensamentos, embora tivesse apenas
9 anos de idade. Eu gostava de conversar com pessoas adultas, ler livros
(devorar conhecimentos). Ficava boa parte do meu tempo atualizando-me
com jornais e revistas e ouvindo rádio (não tínhamos TV). A
sensação é que eu tinha uma consciência de pessoa com mais de 40
anos de idade. Assim foi minha adolescência. Muitas dificuldades nos
estudos, pois eu me sentia à frente de tudo o que era ensinado. Eu
tinha pressa em conhecer. Parecia que os professores eram muitos lentos.
Na verdade eu tinha 9 anos de idade, mas dentro de mim existia uma
consciência latente e forte de um homem maduro.
Esta sensação me acompanhou até os 25 anos de idade, quando
tive um pesadelo. Eu era um homem com aproximadamente 70 anos de idade e
morava na Europa (no sonho a vegetação e a arquitetura local lembram
paisagens como na Inglaterra ou Escócia).
Este homem estava num jardim de uma grande casa, parecia uma
Universidade, e começou a passar mal, talvez uma angina, com falta de
ar. Ele se volta para uma escadaria de madeira que leva ao primeiro
andar, onde se encontra um salão que parecia uma biblioteca. Senta numa
cadeira de madeira junto a uma grande mesa, também de madeira, repleta
de livros e procura algo nas gavetas. Não chega a
encontrar, creio que alguns medicamentos, e cai com o rosto sobre
a mesa. Acredito eu que morrendo. Neste instante acaba o meu pesadelo. Acordo com uma
estranha sensação de dor no peito e falta de ar. Fico de pé, ando
pelo quarto. Mas tudo bem. Estou vivo, foi realmente um pesadelo. Deito
e continuo a dormir.
Creio que você que esta lendo estas páginas já passou por
situação parecida. Todos nós já passamos por situações parecidas
com esta ou vamos passar. Quem sabe mais de uma vez.
Voltando aos 25 anos de idade, época do sonho. Após este fato,
não digo instantaneamente, a
minha vida deu uma completa mudança. Parece que minha mente se
expandiu, meus conceitos em relação à vida, a sociedade, religião e
filosofia se transmutaram. Houve uma associação de todo um
conhecimento e uma facilidade de comunicação com as pessoas e comecei
a falar em público sobre os meus conhecimentos, até então somente
meu. Entrei para a faculdade de psicologia, até então estudava e
trabalhava em química industrial. Passei após a conclusão dos
estudos, a clínico psicológico e professor universitário na cadeira
de psicologia geral e educacional. Fiz e ainda faço inúmeras palestras
sobre variados assuntos no campo da psicologia e da metafísica.
Hoje estou com quase 50 anos de idade (01/99). Pasmem, tenho a
sensação de ser um garoto. Parece uma volta a minha infância, uma
regressão de memória. Tenho tido sonhos. Me vejo criança. Mas uma
criança diferente daquele que fui. Ela é morena e com cabelos lisos e
corridos. Algo parecido com meninos bolivianos ou peruanos, algo
parecido com a minha infância, um garoto que também busca o
conhecimento.
Comecei a pensar o
absurdo. Será que já estou reencarnado?
Será que fui e sou a reencarnação do ancião que morreu na
Inglaterra? Caramba, deu um nó no pensamento até então difícil em
relação à reencarnação...embora eu tenha uma formação espírita.
Busquei entender melhor os sonhos. Dentro do conhecimento
universal, que considero pequeno ainda, os sonhos obedecem aos seguintes
processos:
No processo clínico analisamos em particular os sonhos que as
pessoas nos trazem. Freud fez um maravilhoso trabalho em relação aos
sonhos, pois com ele entramos na intimidade do nosso inconsciente e
muitos fatos guardados a sete chaves são exteriorizados e analisados
por interpretação. Dentro do estudo de interpretação a psicanálise
foi feliz ao julgar que todo material dos sonhos faz parte de nós
mesmos, são fragmentos de um todo, que é o analisado, dono do sonho.
Dentre os diversos sonhos por mim analisados (sou psicólogo), em
muitos casos encontrei pessoas que relatam a sua possível morte. Contam
fatos de desastres de automóvel, afundamentos de navios, queda de
avião, tiros, doenças, enfarto e outros. Falam os entendidos populares
que sonhar com a própria morte é mudança em sua vida. Eu,
particularmente sempre gostei do dito popular, pois a voz do povo é a
voz de Deus, ouvir o povo é ouvir o próprio criador. Foi observando os
sonhos de diversos pacientes que pude constatar que realmente têm
acontecido em alguns casos, realmente mudanças. Mudanças às vezes
radicais, mas no desenrolar dos meses, sendo que o marco inicial das
mudanças acontece após o sonho com a própria morte.
Estas mudanças podem ser social, profissional ou mesmo de
personalidade. Fica também o dito popular: “quem te viu, quem te vê”.
Quando falamos dos sonhos, observamos que em alguns deles podemos
vivenciar quase ou toda uma vida, e ao nosso parecer não é a nossa
vida de hoje (presente de quem sonha). Ora acordamos felizes ou
infelizes, dispostos ou cansados.
O que realmente acontece com nossos sonhos? O nosso querido Freud
não respondeu na sua profundidade. Disse que são mensagens
inconscientes. Uma catarse mental fragmentada.
Discute-se inclusive que os sonhos são uma forma de libertação do
espírito. Ele se afasta do
corpo físico e se dirige para outras localidades, onde tem plena vida.
As pessoas que conseguem realizar estas “viagens” conscientemente
relatam que fizeram uma Viagem Astral, conforme os esotéricos e, “desdobramento”
segundo os espíritas. Uma coisa fica certa, temos alguma consciência
de vida externa em relação ao nosso corpo físico.
Não existimos apenas nele.
Esta consciência inconsciente parece ser mais dinâmica do que
os místicos propagam, pois os sonhos nos apresentam vidas em nossa
própria época existencial e, em alguns casos em épocas passadas. Já
tivemos inclusive sonhos
reveladores ou proféticos, que nos mostram o futuro, colocando em
xeque-mate o próprio tempo.
Na história dos sonhos existe o “Paradoxo da borboleta”.
Na China um homem chamado Tchuang Tchou, filósofo
do século IV a.C., também conhecido como Tchuang-tsu, isto é:
Mestre Tchuang, sonhou ser uma borboleta, que esvoaçava e voava pelo
espaço feliz e liberta. Mas o filosofo acorda e se vê na cama, sólido
no seu corpo físico. Mas o
sonho foi tão real que Tchuang Tchou ficou em dúvida se era realmente
Tchuang que sonhará ser uma borboleta, ou se era uma borboleta que
sonha ser Tchuang. Quantas vezes este fato nos acontece? Acredito que na
maioria dos sonhos, só que a recordação é meio confusa. Não temos o
hábito de cultivar os sonhos, procurar analisar o seu conteúdo. No
Talmud hebraico está escrito: “Um sonho não interpretado é como uma
carta que não se lê”. Na Antigüidade foram elaborados complicados
livros de sonhos e os respeitáveis interpretadores tinham muito
trabalho. Hoje em dia fica para os psicólogos em seus divãs a tarefa
profissional de análise oníricas. Fala-se que nós poderemos
compreender o mundo real apenas abrindo os segredos dos sonhos. Algumas
figuras da história relatam que foram orientados por seus sonhos:
Alexandre, o Grande, René Descartes, Elias Howe, Robert Louis Stevenson,
para não dizer que Newton
dormindo sob uma macieira, acorda com uma maça caindo na sua cabeça e
equaciona a gravitação universal. O sonho da cobra engolindo o
próprio rabo, mostrou ao sonhador o princípio da química orgânica.
O paradoxo da borboleta de Tchuang Tchou, deixou pensativo um
outro filósofo chinês. Afirma que não se pode julgar se o mais real
seria o sonho ou a vigília. Li Yuan-Tchuo, foi professor da renomada
Academia Imperial durante a dinastia meridional Song, nos séculos XII e
XIII. Li cogitava: desde que os estudos de sonho e de consciência
desperta coexistem dentro de um mesmo ser, deve haver algum ponto de
contato entre os dois. Mas, continuava ele, uma vez que cada estado
constitui um mundo em si mesmo, cada um é tão real - e tão falso -
quanto o outro. “Se em sonho não se está ciente do estado de
vigília, o sonho não pode ser considerado ilusório,” escreveu Li.
‘Da mesma forma, enquanto acordados não conhecemos o estado de sonho,
portanto a vigília não pode ser considerada como real.”
Em nosso mundo moderno o psicanalista Carl Jung,
Os sonhos parecem muito com visões proféticas, que não deixam
de ser um sonho “acordado” , acordado?
Conhecemos o exemplo das visões
proféticas do Apóstolo João no exílio, quando visualizou o
apocalipse. Dentre as diversas visões, ele relata fatos
parecidos com visões de uma explosão nuclear, (o grande sol) chuva de
enxofre e nuvens negras, devastação de 1/3 da Terra. Tudo leva a crer
que João estava vendo Hoje. Baseado em que só podemos ver aquilo que
existe, João, há 2000
anos estava vendo Hoje, supõe-se que Hoje existia ha 2000 anos. O
contrário também passa a ser verdadeiro: João existe hoje.
As visões do futuro são atualmente publicadas nos meios de
comunicações com grandes destaques, já existe uma aceitação
popular, embora muitos visionários joguem com probabilidade. Existe a
história de Júlio Verne sobre a descida do homem na Lua. Todos os
fatos parecem que foram antecipado
por ele, inclusive o local da descida. Através do mesmo autor
encontramos o Naútilus, submarino aparentemente nuclear, pelo
tempo que ficava submergido. Na época do escritor não existia a menor
possibilidade de se pensar em submarino, quanto mais em nuclear.
O naufrágio do Titanic em 1912,
Detalhes das coincidências:
Estes escritores, estavam com um tipo de percepção, conhecido
hoje na parapsicologia como percepção-extra-sensorial
de precognição, que vem a ser a capacidade paranormal de
visualizar acontecimentos futuros. Inclusive existem na parapsicologia
testes para avaliar tal capacidade, usando as Cartas Zenner.
Um dos fatos mais intrigantes é
o sonambulismo. (Verbete: sonâmbulo). 1. Diz-se de pessoa que anda,
fala e se levanta durante o sono; noctâmbulo.
Durante o sonambulismo, o indivíduo às vezes conversa imaginariamente com pessoas, fatos que às vezes os familiares
desconhecem. É como se fosse um sonho narrado instantaneamente. Certa
vez, na minha adolescência, fiquei ouvindo a minha irmã Tânia, que
hoje mora em Viena (Áustria), durante o
seu estado sonambúlico e percebi que existia não apenas uma
conversa solta, mas um diálogo com uma outra pessoa. Havia o seu
discurso e o tempo de espera da resposta do seu interlocutor. Me
coloquei como uma terceira pessoa e participei da conversa. Na época
não estava preocupado em estudar a questão, achei apenas divertido e
não me lembro do assunto
tratado. Lembro apenas do fato em si. Ao amanhecer minha irmã não
lembrava de nada.
Estes fatos de sonambulismo pode
estar ocultando o nosso outro lado, a nossa outra personalidade
viva, que devido ao estado alterado de consciência causado pelo estado
de sonâmbulo esteja sendo filtrado para/por esta outra personalidade.
Um dos exemplos é quando uma estação de rádio de uma certa
freqüência sai do ar, outra da mesma freqüência de outra região tem
facilidade de entrar na sua área. O sair do ar no caso do sonâmbulo é
o próprio estado de sono, desligado.
Podemos observar que os sonhos representam muito mais do que
possamos pensar deles. Mostram que existe uma outra realidade. Temos a
realidade de diversos ângulos, mas tudo não deixa de ser real.
Quando falei do sonho de minha morte (quando ancião), sendo eu a
sua reencarnação em vida. Hoje vejo a minha reencarnação já
existindo neste mesmo plano numa criança sul americano. Pelo visto
estamos também dentro de realidades, como no paradoxo da borboleta, só
que melhor aceito, pois na mesma espécie, a humana.
Será que podemos estar reencarnados, embora ainda estejamos
vivos? Esta pergunta é que está me intrigando. Será que precisamos
realmente morrer para reencarnar? Poderemos estar ao mesmo tempo
habitando dois corpos diferentes? E se eu mudar o nome habitando, por
energizando? Realmente fazendo esta mudança existe condição de
energizar mais de um corpo. Bem, energizar é dar vida. Se posso dar
vida a mais de um corpo, posso também estar vivo neles, existir neles.
Este pensamento é muito interessante, pois ele acaba com a
morte, o grande pesadelo da humanidade. Nascemos e morremos. Que
tragédia. Por mais que as religiões nos consolem, fica sempre a
dúvida. É necessária a fé para acreditar e nos confortar. Mas, se
existir a forma de continuar vivo mesmo existindo a morte do atual
corpo, mas estando já renascido e vivendo em outro corpo, com outro
nome e quem sabe em outra família, poderemos falar que a morte não
existe. Somos realmente eternos.
De posse desta idéia busquei dados que possam
corroborar com a minha imaginação, e entre as observações que fiz
foi em razão de “almas
gêmeas”. Almas gêmeas
é quase que um ser inconsciente existente na maioria das pessoas. Algo
nos fala que temos uma outra metade perdida em alguma parte do Universo.
Só que as pessoas falam em nível de “um grande amor”, que fica
sendo a sua grande busca nesta vida. Quando “acham” que a encontrou,
casa-se com ela. Mas nem sempre funciona. As metades gêmeas devem de
existir de alguma outra forma, mas existem. Faz parte do mistério do
inconsciente coletivo, segundo Jung.
Procurando compreender o inconsciente coletivo, viajei no tempo
do conhecimento e fui ao começo à criação universal. Procurei o
princípio básico da matéria, que é o princípio atômico.
Lá encontramos o átomo de hidrogênio na sua forma estilizada:
Nesta condição o átomo de hidrogênio é altamente instável.
Para que ocorra a estabilidade e com isto dê o primeiro passo para a
molécula material, é necessário que um outro átomo de hidrogênio a
ele se incorpore, fazendo a seguinte ligação:
Neste instante não sabemos a
qual átomo pertence os elétrons, pois eles percorrem igualmente os
dois núcleos. O núcleo é o campo de massa = matéria, o elétron é o
campo de energia = espírito da matéria.
Nestas condições temos o princípio material, a estabilidade. O
princípio estável é feito de dois componentes (gêmeos), um é a alma
gêmea do outro. Para que a molécula seja feita, princípio material,
é necessária a dualidade. Um fato curioso é que o desenho acima
sugere o símbolo matemático de infinito, conforme abaixo: ∞
O símbolo matemático de infinito mostra exatamente a rotação
eletrônica, em que os elétrons pertencem simultaneamente aos dois
núcleos. Algo infinito como algo eterno me cheira ser muito parecido.
Acredito que inconscientemente o criador do símbolo do infinito buscou
na formação da matéria eterna e infinita a base do desenho, que
também representa eternidade.
No Tao chinês também encontramos a dicotomia do dois em um,
duas forças que formam o princípio: [
Continuando minha viagem mental, penso que, no principio é
necessário o “dual”. Sem esta ligação a molécula não existiria.
Hoje no complexo orgânico e inorgânico o princípio é o mesmo, então
é provável que tenhamos a nossa outra parte, a “alma gêmea” tão
falada. Assim como o elétron pode “habitar” , dois núcleos
diferentes e ser comum aos dois, um espírito pode fazer a mesma coisa.
Vou mais além, um elétron podem habitar diversos núcleos, assim como um
espírito pode habitar diversos corpos simultaneamente em diversos
níveis de idade e evolução.
Nestas condições poderemos em qualquer idade material já estar
reencarnado sem desencarnar. Jesus certa vez falou: Eu Sou o Pai e o Pai
está em Mim. Eu e Ele somos um só. Neste instante o próprio Jesus
acabou com a individualidade. Ele não era Ele. O Pai não era o Pai.
Mas tudo Era.. Jesus nos deixa diversas formas de expressão que sugere
a não individualidade. Uma delas é a clássica mensagem:
“Amar ao próximo como a
si mesmo”.
Podemos deduzir que
amando o próximo estaremos amando a nós mesmos, pois ele pode ser eu
numa outra forma materializada. E de uma forma ou de outra prejudicando
(não o amando) o próximo estarei criando problemas para mim mesmo
instantaneamente ou futuramente. Esta é uma das máximas cármicas que
entra em total concordância com o projeto de eternidade.
Voltando aos sonhos, encontro pessoas que após sonhar com a
própria morte, relatam que a sua vida mudou muito depois deste fato. As
mudanças ocorrem a nível intelectual, moral, financeiro, profissional
e até social. Inclusive no conhecimento místico/esotérico sonhar com
a própria morte representa mudanças
em nossa vida.
De posse do conhecimento da eternidade fica mais fácil
compreender as razões das mudanças em nossa vida. A psicologia deveria
olhar melhor estes fatos, pois poderia explicar muita das
manifestações inexplicável de comportamento, pois conhecemos pessoas
que de uma hora para outra se afasta dos seus amigos e buscam outras
companhias, às vezes de melhor nível ou não, com isto progridem ou
regridem em sua vida. Uns começam a beber e tornam-se alcoólatras.
Outros alcoólatras, acordam e dizem: não beberei mais. Pessoas de vida
simples e humilde, de repente se tornam dispostas a vencer e progredir
na vida e se realizam. Outros realizados, começam a perder tudo, e
ficam, numa situação como se nunca tivesse tido nada na vida.
Creio eu que a “lei de causa e efeito” pode-se aplicar
também dentro do Projeto Eternidade. A sua projeção já reencarnada
é a complementação cármica
que lhe falta percorrer. Na verdade quando você ajuda o próximo, está
realmente se ajudando e, em caso contrário, se prejudicando. Aqui se
faz, aqui se paga.
Em relação à lei de causa e efeito até mesmo nos suicidas
encontramos o vínculo cármico no outro (que aparentemente não tem
nada haver com a história pessoal do seu “gêmeo”). Existe uma
história (lenda) dos irmãos Corsos (gêmeos), em que um sentia
as dores físicas do outro, embora estivessem bem distantes. Esta
história é um clássico da literatura mundial. Mas mesmo assim temos
relatos de irmãos gêmeos que apresentam maiores facilidades de
comunicação emocional com o outro. Voltando ao caso
do suicida, o seu outro começaria a ter as perturbações
físicas do ato suicida. Exemplos: Suicídio com venenos ingeridos,
podem acarretar úlceras intestinais, fumos em excesso (suicídio
involuntário), acarreta enfisema em
quem nunca fumou. Tiro na cabeça causa problemas cerebrais como
coágulos e tumores inexplicáveis. Mutilação do próprio corpo podem
acarretar processos de esclerose múltipla, com paralisia
parcial ou total do corpo (tetraplégico).
Parece que estamos num mato sem cachorro. Não existe defesa! Digo que existe. A nossa defesa está bem próximo a nós mesmo. A todo instante somos
apresentados ao nosso outro. Sentimos as suas dificuldades (nossa), e
temos condições de suavizar ou mesmo resolver os “nossos problemas”..
A ajuda nem sempre é material. Ela pode ser feita através do
pensamento positivo. Uma
palavra de otimismo para os aflitos. Transmitir alegria para os tristes.
Levar a compreensão na discórdia. Enfim , procurar seguir a oração
do irmão Francisco de Assis, que finaliza... “nascendo para a vida
eterna”.
Recentes experimentos com gêmeos, separados ao nascer e
reencontrados na fase adulta, segundo estudos feitos pelo psicólogo
Thomas Bouchard (Centro de pesquisas de Gêmeos e Adotados da
Universidade de Minnesota - EUA - “dados Revista Veja - 28/04/99”) .
Segundos os estudos, Jim Lewis e Jim Springer são irmãos
gêmeos idênticos. Os que os distingue é o fato de terem crescidos
separados um do outro, criados por famílias diferentes, em casas
diferentes, situadas em cidades distantes no Estado americano de Ohio.
Jim e Jim se conheceram
quando já estavam com 39 anos. O reencontro revelou uma série de
inacreditáveis coincidências. Os dois haviam casado duas vezes. As
primeiras mulheres de ambos
chamavam-se Linda. As segundas esposas também tinham o mesmo nome,
Betty. O primeiro filho de Jim Lewis foi batizado de James Alan. O de
Jim Springer chamou-se James Allen. “Toy” foi o nome que ambos deram
seus cães de estimação na infância. Adultos, os irmãos
desenvolveram preferências pela cerveja Miller Light e pelos cigarros
Salem. Ambos dirigiam Chevrolet. Quando se encontraram pela primeira
vez, em 1979, os dois mediam 1,83 e pesavam 81 quilos, tinham os mesmo
tom de voz, os gestos idênticos e os mesmos tiques nervosos. Ambos
tinham o hábito de roer as unhas.
Jim Lewis e Jim Springer são um caso clássico de gêmeos
idênticos separados ainda no berço e
criados por famílias diferentes. Agora duas décadas depois e
já com 8000 pares de gêmeos estudos, Bouchard e seus colegas
psicólogos estão colhendo uma batelada de respostas esclarecedoras sobre como se forma
a personalidade humana.
Fato curioso de estudos de gêmeos idênticos separados pouco
depois do nascimento mostram que: 1.
Estoque
genético idêntico: gêmeos idênticos são o resultado da divisão de
um óvulo fecundado por um espermatozóide que dá origem a dois
embriões. 2.
Clones
: por isso eles são clones naturais. Seu material genético é
idêntico. 3.
Vidas
diferentes: quando separados logo após o nascimento e criados por
famílias distantes, eles vão ser influenciados por fatores ambientais
diferentes. Não existe melhor maneira de estudar como um mesmo estoque
de genes reage a experiências distintas ao longo da vida. 4.
Resultado
da comparação: Se, por exemplo oito em cada dez pares de gêmeos
idênticos criados separadamente são agressivos, os pesquisadores
concluem que a agressividade é 80% genética. Obs: Conforme as pesquisas com
os gêmeos, a probabilidade do “acaso” esta bem distante nas
comparações dos fatos relacionados
à vida deles. Acredito que este estudo, no seu desenrolar, mostrará
a comunicação energética (eletrônica) entre os seres. A
tecnologia de hoje (05/99), não possibilita este rastreamento
orgânico.
Tenho observado que a religião espírita, ou melhor os
espíritas, estão com uma grande dificuldade perante a ciência
materialista. É colocado que a união do espírito à matéria acontece
na concepção, isto é, na
formação do embrião. O ser espiritual individualizado está preso a
partir deste momento, até o seu desencarne, sendo que num processo de hibernação
até que tenha plena consciência do seu novo status
vital, isto é, reencarnado. Acontece que pelo avançar da ciência
genética teremos o processo do congelamento de embriões para futuros
seres. Mais ainda, teremos clonagens humanas, fabricação serial
humana. Isto mesmo, fabricação. Parece loucura, mas não é. Teremos
indústria humana. Seres formatados conforme uma especificação: Cor de
olhos, tipo de cabelo, porte físico e sexo. O que escrevo agora já
pode ser realidade. Temos a tecnologia para tal.
E digo mais, conforme a evolução do conhecimento da clonagem e
das ligações eletrônicas do “projeto eternidade”, poderemos
eternizar a própria imagem material, o aspecto físico...caramba,
viajei legal, mas a meu ver a ciência biológica marcha nesta
direção, é uma questão de tempo. Afinal, pensar o absurdo não é
proibido, se fosse, coitado do Einstein,
Em relação ao embrião congelado, os espíritas alegam que o
espírito reencarnante ficará preso ao
corpo congelado por tempo indeterminado, como provação cármica.
Eu particularmente acho um absurdo, e digo que pode congelar, mas o ser
espiritual longe está de ficar preso à matéria congelada, pois ele
encontra-se manifesto, vivo, reencarnado
em outro corpo.
Existe inclusive um estudo em embriologia humana que prevê no caso de gestações múltiplas (4 ou 5 fetos) o aborto do
excedente em prol de um único, que na verdade é o desejo dos pais. Sem
nenhum processo de culpa ou crime, pois dentro da visão de eternidade
se o embrião for abortado, teremos outros milhares de embriões, pois o
ciclo da vida é infinito, assim como as oportunidades de renascer.
Fala-se do compromisso espiritual perante o reencarnante. Bem, o
homem, sexo masculino, pode ter durante a sua vida milhares de filhos.
Será que se comprometeu com todos eles para trazê-los à vida
material? A mulher, em bem
menor escala, mas pode chegar a mais de uma dezena. Realmente é
um assunto complexo, mas se não contarmos com o projeto eternidade,
teremos um engarrafamento de seres em busca de uma oportunidade de renascer.* * A
religião espírita fala de tal
possibilidade.
O princípio da sincronicidade foi
proposto por Jung para explicar as percepções extra-sensoriais
(telepatia, premonições, clarividências) por meio de fenômenos como
que de uma espécie de harmonia preestabelecida entre séries causais
independentes, apesar de afastadas no espaço e no tempo.
Através do uso da sincronicidade podemos explicar fatos em que
duas pessoas têm a mesma idéia quase que ao mesmo tempo, ou ao mesmo
tempo. Ou você pensa numa música e percebe que o radio está tocando a
música que você estava pensando. Este fenômeno está baseado em que
nós estamos em diversos pontos do universo ao mesmo tempo, não somos
seres estáticos e sim
muito dinâmicos. Desde o instante em que percebemos esta dinâmica e
nos conscientizamos dela poderemos ter acesso ao ilimitado universo e a
todo o conhecimento nele embutido. Não é uma coisa fácil, pois
estamos muito focados no nosso “eu” individualizado. Não temos
ainda noção do nosso “eu coletivo”, que é mais ou menos o
inconsciente coletivo Jungiano.
Jung se baseia nos processos arquétipos
Verbete:
arquétipo
3.
Psicol. Segundo C. G. Jung, psicólogo e psicanalista suíço
(1875-1961), imagens psíquicas do inconsciente coletivo [q. v.], que
são patrimônio comum a toda a humanidade.
A sincronicidade vem a atestar o projeto eternidade, mostrando
que estamos interligados de alguma forma a nível energético, as
coincidências não existem. E por falar nelas, vou contar uma história
de muitas “coincidências”:
Nasci no dia 04 de Agosto, a rainha mãe da Inglaterra, também.
Quando o príncipe Charles casou com a Diana (Lady Di), eu assisti toda
a cerimônia ao vivo sem sair do Brasil, eu estava lá de alguma forma.
Quando assisti na TV, estava vendo a repetição. Quando o filho do
casal nasceu, também nasce o meu filho, que dei o nome de Kirn, que tem
origem escocesa, a mesma origem de Diana. Na noite do desastre que
causou a morte da princesa, eu estava vendo um filme da TV e comecei a
sentir uma dor forte no queixo, na parte óssea, e em todo o corpo, como
se meus ossos tivessem sido moídos de alguma forma. Minutos após este
mal estar, assisti a um informe extraordinário na televisão que a
princesa tinha passado por um sério acidente automobilístico, onde
teria morrido o seu namorado e ela estava muito mal, vindo a falecer
horas depois. Muita coincidência? Claro que não. Isto é
sincronicidade. Que em outras palavras é o pai do processo de
eternidade. Nós estamos em diversas partes do universo simultaneamente.
Nós somos e não sabemos.
Muitas vezes quando assistimos a um
filme ou um documentário no cinema ou na TV, ficamos surpreso com as
imagens que nos parecem familiares, por que? Porque uma parte de nós
está ou esteve naquele lugar. Não é papo de vidas passadas não, são
vidas presentes mesmo. Aí é que está a beleza da eternidade. Se
estamos em todos os lugares e em diversas pessoas, só morreremos se
todos morrerem, ou se o universo sofrer um grande colapso. Assim mesmo
creio que exista eternidade para o universo, ele também deve
ter outros universos.
A chamada comunicação espiritual, segundo os espíritas, é quando a entidade espiritual se aproxima do aparelho de
comunicação (médium) e fala através dele. Este fenômeno é chamado
erroneamente de incorporação, mas na linguagem técnica é psicofonia
(espírito falando). Quando este fenômeno ocorre o médium (alguns)
praticamente se transformam na personalidade do comunicador, inclusive
mudam o tom da voz , os gestos e às vezes solicitam indumentária
conforme a posição social
do comunicante.
Analisando este comportamento
podemos observar que temporariamente uma outra personalidade “habita”
este corpo, pois, segundo as pesquisas os médiuns (alguns) ficam
inconscientes e não lembram dos fatos acontecidos durante a
manifestação espiritual.
Se este fato pode ocorrer por alguns instantes, nada impede que
possa ocorrer por mais tempo, quem sabe alguns anos. É um processo
interativo de troca constante. No caso da manifestação espiritual
existe a evocação da personalidade que irá
manifestar-se. Esta observação que faço é somente para
salientar que somos ativados espiritualmente (eletronicamente) por um
outro campo de consciência, e que esta personalidade se funde com a
do médium.
Como já foi dito, sou psicólogo clínico, trabalho há muitos
anos com TVP (Terapia de Vidas Passadas). Este trabalho muito me
auxiliou nas pesquisas que relato sobre eternidade, pois foi através
dele que tivemos muitas explanações que sugere que existam
outras vidas paralelas às nossas vidas no sentido da evolução,
nos mostrando que somos realmente eternos. Um dos casos interessantes
foi o de uma senhora de 48 anos de idade. Quando foi colocado em regressão,
mostrou-se como uma criança de 4 anos de idade. Até ai tudo bem. Só
que conversando com a criança ela vai relatando fatos do dia de hoje,
para nosso espanto, como televisão colorida, videocassete, micro-ondas
e outros e com a personalidade de 4 anos de idade. A nossa amiga
paciente já estava reencarnada e com 4 anos de idade, embora estivesse hoje com
48 anos.
Um outro caso também, uma jovem de 23 anos de idade, no processo
de regressão, vê-se como uma menina muito pobre, no trabalho de
lavoura. Acompanhamos a evolução da personalidade criança até a
maioridade, hoje em volta de 60 anos de idade. Esta senhora encontra-se
ainda encarnada, é vendedora de verduras numa feira livre. A nossa
paciente é a reencarnação desta feirante. Ela se queixa na primeira
consulta que se sente como “uma velha” depressiva,
e luta desesperadamente para uma melhor posição social, tem
medo de passar necessidade. Através desta visualização estamos
incorporando mais energia positiva na feirante e fortalecendo a
personalidade de nossa paciente, fator
básico para que possa estabelecer em si uma melhora de
comportamento e não ser arrastada para a depressão, em razão de uma
personalidade mais acimentada da feirante.
Também temos casos de homossexualismo
que aparecem depois de uma certa idade, sendo que na trajetória
da vida atual nunca tenha havido uma tendência para este tipo de
personalidade. Observamos nestes casos clínicos que existe
um outro que é mulher
ou homem e que nestes casos estes “outros” apresentam problemas de
relacionamento sexual, pois já são a reencarnação de um outro ser
que é do sexo oposto, criando com isto dificuldades para ambos. Não
quero dizer que este fato seja generalizado, mas encontrei evidências
conforme relato. .....e deixando em aberto...
...........meus amigos, tenho
certeza que estamos começando um novo estudo da vida, buscando na
psicobiofísica uma alavanca para o conhecimento do nosso Eu. Posso
estar errado em mexer em tantos fatos já amadurecidos com o tempo, mas
também tenho certeza que o mundo não será o mesmo a partir de hoje.
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