A  VIDA E A ETERNIDADE

        Vamos começar a  pensar a nível de eternidade! Mas, o  que é isso?

         Eternidade é não morrer jamais, ficar sempre vivo, participando ativamente da vida material, ou melhor, encarnado. Mas será isto possível?

         A julgar  pelas religiões reencarnacionistas, não. Pelas não reencarnacionista, também não. Quando morre,  voltamos tempos depois em outro corpo, ou não volta mais, espera o juízo final ou quem sabe céu ou inferno.

         Mas ao pensar em eternidade, tiramos da cabeça qualquer alternativa que sugere morte, pois eternidade é não morrer. Mas na verdade uns morrem, mas ”outros” continuam vivos.

         Será que poderemos ser o outro?

         Ser o outro é continuar vivo. Este pensamento tem  me atormentado o meu dia-a-dia. Parece que estou sendo molestado por um “ser espiritual do mal”, querendo atrapalhar a minha vida tanto filosófica como profissional, ou melhor bagunçar a filosofia do planeta que tanta dificuldade tem para aceitar o processo reencarnatório. Agora eu chego falando que a morte morreu. O termo é exatamente este: a morte da morte. Vou contar a história deste pensamento trapalhão:

 

 


A breve história do sonho

 

         Na minha infância, em Minas Gerais, o menino Márcio era praticamente um homem feito nos seus pensamentos, embora tivesse apenas 9 anos de idade. Eu gostava de conversar com pessoas adultas, ler livros (devorar conhecimentos). Ficava boa parte do meu tempo atualizando-me com jornais e revistas e ouvindo rádio (não tínhamos TV). A sensação é que eu tinha uma consciência de pessoa com mais de 40 anos de idade. Assim foi minha adolescência. Muitas dificuldades nos estudos, pois eu me sentia à frente de tudo o que era ensinado. Eu tinha pressa em conhecer. Parecia que os professores eram muitos lentos. Na verdade eu tinha 9 anos de idade, mas dentro de mim existia uma consciência latente e forte de um homem maduro.

         Esta sensação me acompanhou até os 25 anos de idade, quando tive um pesadelo. Eu era um homem com aproximadamente 70 anos de idade e morava na Europa (no sonho a vegetação e a arquitetura local lembram paisagens como na Inglaterra ou Escócia).

         Este homem estava num jardim de uma grande casa, parecia uma Universidade, e começou a passar mal, talvez uma angina, com falta de ar. Ele se volta para uma escadaria de madeira que leva ao primeiro andar, onde se encontra um salão que parecia uma biblioteca. Senta numa cadeira de madeira junto a uma grande mesa, também de madeira, repleta de livros e procura algo nas gavetas. Não chega a  encontrar, creio que alguns medicamentos, e cai com o rosto sobre a mesa. Acredito eu que  morrendo. Neste instante acaba o meu pesadelo. Acordo com uma estranha sensação de dor no peito e falta de ar. Fico de pé, ando pelo quarto. Mas tudo bem. Estou vivo, foi realmente um pesadelo. Deito e continuo a dormir.

         Creio que você que esta lendo estas páginas já passou por situação parecida. Todos nós já passamos por situações parecidas com esta ou vamos passar. Quem sabe mais de uma vez.

         Voltando aos 25 anos de idade, época do sonho. Após este fato, não digo instantaneamente,  a minha vida deu uma completa mudança. Parece que minha mente se expandiu, meus conceitos em relação à vida, a sociedade, religião e filosofia se transmutaram. Houve uma associação de todo um conhecimento e uma facilidade de comunicação com as pessoas e comecei a falar em público sobre os meus conhecimentos, até então somente meu. Entrei para a faculdade de psicologia, até então estudava e trabalhava em química industrial. Passei após a conclusão dos estudos, a clínico psicológico e professor universitário na cadeira de psicologia geral e educacional. Fiz e ainda faço inúmeras palestras sobre variados assuntos no campo da psicologia e da metafísica.

         Hoje estou com quase 50 anos de idade (01/99). Pasmem, tenho a sensação de ser um garoto. Parece uma volta a minha infância, uma regressão de memória. Tenho tido sonhos. Me vejo criança. Mas uma criança diferente daquele que fui. Ela é morena e com cabelos lisos e corridos. Algo parecido com meninos bolivianos ou peruanos, algo parecido com a minha infância, um garoto que também busca o conhecimento.         Comecei a pensar  o absurdo. Será que já estou reencarnado?          Será que fui e sou a reencarnação do ancião que morreu na Inglaterra? Caramba, deu um nó no pensamento até então difícil em relação à reencarnação...embora eu tenha uma formação espírita.

         Busquei entender melhor os sonhos. Dentro do conhecimento universal, que considero pequeno ainda, os sonhos obedecem aos seguintes processos:

         No processo clínico analisamos em particular os sonhos que as pessoas nos trazem. Freud fez um maravilhoso trabalho em relação aos sonhos, pois com ele entramos na intimidade do nosso inconsciente e muitos fatos guardados a sete chaves são exteriorizados e analisados por interpretação. Dentro do estudo de interpretação a psicanálise foi feliz ao julgar que todo material dos sonhos faz parte de nós mesmos, são fragmentos de um todo, que é o analisado, dono do sonho.

         Dentre os diversos sonhos por mim analisados (sou psicólogo), em muitos casos encontrei pessoas que relatam a sua possível morte. Contam fatos de desastres de automóvel, afundamentos de navios, queda de avião, tiros, doenças, enfarto e outros. Falam os entendidos populares que sonhar com a própria morte é mudança em sua vida. Eu, particularmente sempre gostei do dito popular, pois a voz do povo é a voz de Deus, ouvir o povo é ouvir o próprio criador. Foi observando os sonhos de diversos pacientes que pude constatar que realmente têm acontecido em alguns casos, realmente mudanças. Mudanças às vezes radicais, mas no desenrolar dos meses, sendo que o marco inicial das mudanças acontece após o sonho com a própria morte.

         Estas mudanças podem ser social, profissional ou mesmo de personalidade. Fica também o dito popular: “quem te viu, quem te vê”.

         Quando falamos dos sonhos, observamos que em alguns deles podemos vivenciar quase ou toda uma vida, e ao nosso parecer não é a nossa vida de hoje (presente de quem sonha). Ora acordamos felizes ou infelizes, dispostos ou cansados.

         O que realmente acontece com nossos sonhos? O nosso querido Freud não respondeu na sua profundidade. Disse que são mensagens inconscientes. Uma catarse mental  fragmentada. Discute-se inclusive que os sonhos são uma forma de libertação do espírito. Ele se afasta  do corpo físico e se dirige para outras localidades, onde tem plena vida. As pessoas que conseguem realizar estas “viagens” conscientemente relatam que fizeram uma Viagem Astral, conforme os esotéricos e, “desdobramento” segundo os espíritas. Uma coisa fica certa, temos alguma consciência de vida externa em relação ao nosso corpo físico.

         Não existimos apenas nele.

         Esta consciência inconsciente parece ser mais dinâmica do que os místicos propagam, pois os sonhos nos apresentam vidas em nossa própria época existencial e, em alguns casos em épocas passadas. Já tivemos  inclusive sonhos reveladores ou proféticos, que nos mostram o futuro, colocando em xeque-mate o próprio tempo.


 

O paradoxo da borboleta

 

         Na história dos sonhos existe o “Paradoxo da borboleta”. 

         Na China um homem chamado Tchuang Tchou, filósofo  do século IV a.C., também conhecido como Tchuang-tsu, isto é: Mestre Tchuang, sonhou ser uma borboleta, que esvoaçava e voava pelo espaço feliz e liberta. Mas o filosofo acorda e se vê na cama, sólido no seu corpo físico.  Mas o sonho foi tão real que Tchuang Tchou ficou em dúvida se era realmente Tchuang que sonhará ser uma borboleta, ou se era uma borboleta que sonha ser Tchuang. Quantas vezes este fato nos acontece? Acredito que na maioria dos sonhos, só que a recordação é meio confusa. Não temos o hábito de cultivar os sonhos, procurar analisar o seu conteúdo. No Talmud hebraico está escrito: “Um sonho não interpretado é como uma carta que não se lê”. Na Antigüidade foram elaborados complicados livros de sonhos e os respeitáveis interpretadores tinham muito trabalho. Hoje em dia fica para os psicólogos em seus divãs a tarefa profissional de análise oníricas. Fala-se que nós poderemos compreender o mundo real apenas abrindo os segredos dos sonhos. Algumas figuras da história relatam que foram orientados por seus sonhos: Alexandre, o Grande, René Descartes, Elias Howe, Robert Louis Stevenson, para não  dizer que Newton dormindo sob uma macieira, acorda com uma maça caindo na sua cabeça e equaciona a gravitação universal. O sonho da cobra engolindo o próprio rabo, mostrou ao sonhador o princípio da química orgânica.

         O paradoxo da borboleta de Tchuang Tchou, deixou pensativo um outro filósofo chinês. Afirma que não se pode julgar se o mais real seria o sonho ou a vigília. Li Yuan-Tchuo, foi professor da renomada Academia Imperial durante a dinastia meridional Song, nos séculos XII e XIII. Li cogitava: desde que os estudos de sonho e de consciência desperta coexistem dentro de um mesmo ser, deve haver algum ponto de contato entre os dois. Mas, continuava ele, uma vez que cada estado constitui um mundo em si mesmo, cada um é tão real - e tão falso - quanto o outro. “Se em sonho não se está ciente do estado de vigília, o sonho não pode ser considerado ilusório,” escreveu Li. ‘Da mesma forma, enquanto acordados não conhecemos o estado de sonho, portanto a vigília não pode ser considerada como real.”

         Em nosso mundo moderno o psicanalista Carl Jung, discípulo de Sigmund Freud, em sua obra autobiográfica “Memórias, Sonhos e Reflexões, publicada em 1963, narra um sonho que teve em 1944, após passar por uma longa doença. Relata:      “ Eu estava andando por uma estradinha que atravessava umas colinas(...)Cheguei a uma capela à beira do caminho. A porta estava entreaberta, e entrei (...) Na frente do altar, voltado para mim, havia um iogue sentado em posição de lótus, em profunda meditação. Quando pude observá-lo melhor, percebi que tinha o meu rosto. Levei um choque e acordei com o pensamento: ‘Aha! Então, é ele que está meditando a meu respeito. Ele sonhou, e eu sou sua meditação.”Parece muito com o paradoxo da borboleta. Ficou a dúvida se Jung real era a meditação do iogue ou se o iogue era o sonho de Jung”.

         Os sonhos parecem muito com visões proféticas, que não deixam de ser um sonho “acordado” , acordado?           Conhecemos o exemplo das  visões proféticas do Apóstolo João no exílio, quando visualizou o  apocalipse. Dentre as diversas visões, ele relata fatos parecidos com visões de uma explosão nuclear, (o grande sol) chuva de enxofre e nuvens negras, devastação de 1/3 da Terra. Tudo leva a crer que João estava vendo Hoje. Baseado em que só podemos ver aquilo que existe,  João, há 2000 anos estava vendo Hoje, supõe-se que Hoje existia ha 2000 anos. O contrário também passa a ser verdadeiro: João existe hoje.

         As visões do futuro são atualmente publicadas nos meios de comunicações com grandes destaques, já existe uma aceitação popular, embora muitos visionários joguem com probabilidade. Existe a história de Júlio Verne sobre a descida do homem na Lua. Todos os fatos parecem que foram antecipado  por ele, inclusive o local da descida. Através do mesmo autor  encontramos o Naútilus, submarino aparentemente nuclear, pelo tempo que ficava submergido. Na época do escritor não existia a menor possibilidade de se pensar em submarino, quanto mais em nuclear.

         O naufrágio do Titanic em 1912, foi antecipado em um livro, o romance         “FUTILIDADE” editado no ano de 1898, tendo como autor Morgan Robertson que relata que um navio com o nome de Titan, nas mesmas grandezas do Titanic,  que naufragou na sua viagem inaugural.

 

Detalhes das coincidências:

 

 

Titan

Titanic

Comprimento

244 metros

269 metros

Tonelagem

45.000

66.000

Hélices

3

3

Mastros

2

2

Lotação

3.000 pass.

3.000 pass.

 

         Estes escritores, estavam com um tipo de percepção, conhecido hoje na parapsicologia como percepção-extra-sensorial  de precognição, que vem a ser a capacidade paranormal de visualizar acontecimentos futuros. Inclusive existem na parapsicologia testes para avaliar tal capacidade, usando as Cartas Zenner.

 

 


Sonambulismo

 

         Um dos fatos mais intrigantes é  o sonambulismo.

(Verbete: sonâmbulo).

1. Diz-se de pessoa que anda, fala e se levanta durante o sono; noctâmbulo.

         Durante o sonambulismo, o indivíduo às vezes conversa imaginariamente com pessoas, fatos que às vezes os familiares desconhecem. É como se fosse um sonho narrado instantaneamente. Certa vez, na minha adolescência, fiquei ouvindo a minha irmã Tânia, que hoje mora em Viena (Áustria), durante o  seu estado sonambúlico e percebi que existia não apenas uma conversa solta, mas um diálogo com uma outra pessoa. Havia o seu discurso e o tempo de espera da resposta do seu interlocutor. Me coloquei como uma terceira pessoa e participei da conversa. Na época não estava preocupado em estudar a questão, achei apenas divertido e não  me lembro do assunto tratado. Lembro apenas do fato em si. Ao amanhecer minha irmã não lembrava de nada.

         Estes fatos de sonambulismo pode  estar ocultando o nosso outro lado, a nossa outra personalidade viva, que devido ao estado alterado de consciência causado pelo estado de sonâmbulo esteja sendo filtrado para/por esta outra personalidade. Um dos exemplos é quando uma estação de rádio de uma certa freqüência sai do ar, outra da mesma freqüência de outra região tem facilidade de entrar na sua área. O sair do ar no caso do sonâmbulo é o próprio estado de sono, desligado.

         Podemos observar que os sonhos representam muito mais do que possamos pensar deles. Mostram que existe uma outra realidade. Temos a realidade de diversos ângulos, mas tudo não deixa de ser real.

         Quando falei do sonho de minha morte (quando ancião), sendo eu a sua reencarnação em vida. Hoje vejo a minha reencarnação já existindo neste mesmo plano numa criança sul americano. Pelo visto estamos também dentro de realidades, como no paradoxo da borboleta, só que melhor aceito, pois na mesma espécie, a humana.

         Será que podemos estar reencarnados, embora ainda estejamos vivos? Esta pergunta é que está me intrigando. Será que precisamos realmente morrer para reencarnar? Poderemos estar ao mesmo tempo habitando dois corpos diferentes? E se eu mudar o nome habitando, por energizando? Realmente fazendo esta mudança existe condição de energizar mais de um corpo. Bem, energizar é dar vida. Se posso dar vida a mais de um corpo, posso também estar vivo neles, existir neles.

         Este pensamento é muito interessante, pois ele acaba com a morte, o grande pesadelo da humanidade. Nascemos e morremos. Que tragédia. Por mais que as religiões nos consolem, fica sempre a dúvida. É necessária a fé para acreditar e nos confortar. Mas, se existir a forma de continuar vivo mesmo existindo a morte do atual corpo, mas estando já renascido e vivendo em outro corpo, com outro nome e quem sabe em outra família, poderemos falar que a morte não existe. Somos realmente eternos.

         De posse desta idéia busquei dados que possam corroborar com a minha imaginação, e entre as observações que fiz foi em  razão de “almas gêmeas”.  Almas gêmeas é quase que um ser inconsciente existente na maioria das pessoas. Algo nos fala que temos uma outra metade perdida em alguma parte do Universo. Só que as pessoas falam em nível de “um grande amor”, que fica sendo a sua grande busca nesta vida. Quando “acham” que a encontrou, casa-se com ela. Mas nem sempre funciona. As metades gêmeas devem de existir de alguma outra forma, mas existem. Faz parte do mistério do inconsciente coletivo, segundo Jung.

         Procurando compreender o inconsciente coletivo, viajei no tempo do conhecimento e fui ao começo à criação universal. Procurei o princípio básico da matéria, que é o princípio atômico.


 

O  princípio atômico

 

         Lá encontramos o átomo de hidrogênio na sua forma estilizada:

         Nesta condição o átomo de hidrogênio é altamente instável. Para que ocorra a estabilidade e com isto dê o primeiro passo para a molécula material, é necessário que um outro átomo de hidrogênio a ele se incorpore, fazendo a seguinte ligação:

 

Neste instante não sabemos a qual átomo pertence os elétrons, pois eles percorrem igualmente os dois núcleos. O núcleo é o campo de massa = matéria, o elétron é o campo de energia = espírito da matéria.

         Nestas condições temos o princípio material, a estabilidade. O princípio estável é feito de dois componentes (gêmeos), um é a alma gêmea do outro. Para que a molécula seja feita, princípio material, é necessária a dualidade. Um fato curioso é que o desenho acima sugere o símbolo matemático de infinito, conforme abaixo:

         O símbolo matemático de infinito mostra exatamente a rotação eletrônica, em que os elétrons pertencem simultaneamente aos dois núcleos. Algo infinito como algo eterno me cheira ser muito parecido. Acredito que inconscientemente o criador do símbolo do infinito buscou na formação da matéria eterna e infinita a base do desenho, que também representa eternidade.

         No Tao chinês também encontramos a dicotomia do dois em um, duas forças que formam o princípio:

[

         Continuando minha viagem mental, penso que, no principio é necessário o “dual”. Sem esta ligação a molécula não existiria. Hoje no complexo orgânico e inorgânico o princípio é o mesmo, então é provável que tenhamos a nossa outra parte, a “alma gêmea” tão falada. Assim como o elétron pode “habitar” , dois núcleos diferentes e ser comum aos dois, um espírito pode fazer a mesma coisa. Vou mais além, um elétron podem habitar diversos núcleos, assim como um espírito pode habitar diversos corpos simultaneamente em diversos níveis de idade e evolução.

         Nestas condições poderemos em qualquer idade material já estar reencarnado sem desencarnar. Jesus certa vez falou: Eu Sou o Pai e o Pai está em Mim. Eu e Ele somos um só. Neste instante o próprio Jesus acabou com a individualidade. Ele não era Ele. O Pai não era o Pai. Mas tudo Era.. Jesus nos deixa diversas formas de expressão que sugere a não individualidade. Uma delas é a clássica mensagem:

         Amar ao próximo como a si mesmo”.

         Podemos  deduzir que amando o próximo estaremos amando a nós mesmos, pois ele pode ser eu numa outra forma materializada. E de uma forma ou de outra prejudicando (não o amando) o próximo estarei criando problemas para mim mesmo instantaneamente ou futuramente. Esta é uma das máximas cármicas que entra em total concordância com o projeto de eternidade.

         Voltando aos sonhos, encontro pessoas que após sonhar com a própria morte, relatam que a sua vida mudou muito depois deste fato. As mudanças ocorrem a nível intelectual, moral, financeiro, profissional e até social. Inclusive no conhecimento místico/esotérico sonhar com a própria morte representa mudanças em nossa vida.

 


Mudanças de comportamento

         De posse do conhecimento da eternidade fica mais fácil compreender as razões das mudanças em nossa vida. A psicologia deveria olhar melhor estes fatos, pois poderia explicar muita das manifestações inexplicável de comportamento, pois conhecemos pessoas que de uma hora para outra se afasta dos seus amigos e buscam outras companhias, às vezes de melhor nível ou não, com isto progridem ou regridem em sua vida. Uns começam a beber e tornam-se alcoólatras. Outros alcoólatras, acordam e dizem: não beberei mais. Pessoas de vida simples e humilde, de repente se tornam dispostas a vencer e progredir na vida e se realizam. Outros realizados, começam a perder tudo, e ficam, numa situação como se nunca tivesse tido nada na vida.

         Creio eu que a “lei de causa e efeito” pode-se aplicar também dentro do Projeto Eternidade. A sua projeção já reencarnada é a complementação cármica que lhe falta percorrer. Na verdade quando você ajuda o próximo, está realmente se ajudando e, em caso contrário, se prejudicando. Aqui se faz, aqui se paga.

         Em relação à lei de causa e efeito até mesmo nos suicidas encontramos o vínculo cármico no outro (que aparentemente não tem nada haver com a história pessoal do seu “gêmeo”). Existe uma história (lenda) dos irmãos Corsos (gêmeos), em que um sentia  as dores físicas do outro, embora estivessem bem distantes. Esta história é um clássico da literatura mundial. Mas mesmo assim temos relatos de irmãos gêmeos que apresentam maiores facilidades de comunicação emocional com o outro. Voltando ao caso  do suicida, o seu outro começaria a ter as perturbações físicas do ato suicida. Exemplos: Suicídio com venenos ingeridos, podem acarretar úlceras intestinais, fumos em excesso (suicídio involuntário), acarreta enfisema em  quem nunca fumou. Tiro na cabeça causa problemas cerebrais como coágulos e tumores inexplicáveis. Mutilação do próprio corpo podem acarretar processos de esclerose múltipla, com paralisia  parcial ou total do corpo (tetraplégico).

         Parece que estamos num mato sem cachorro. Não existe defesa! Digo que existe. A nossa defesa está bem próximo a nós mesmo. A todo instante somos apresentados ao nosso outro. Sentimos as suas dificuldades (nossa), e temos condições de suavizar ou mesmo resolver os “nossos          problemas”..

         A ajuda nem sempre é material. Ela pode ser feita através do pensamento positivo.  Uma palavra de otimismo para os aflitos. Transmitir alegria para os tristes. Levar a compreensão na discórdia. Enfim , procurar seguir a oração do irmão Francisco de Assis, que finaliza... “nascendo para a vida eterna”.

 


Pesquisando os gêmeos

 

         Recentes experimentos com gêmeos, separados ao nascer e reencontrados na fase adulta, segundo estudos feitos pelo psicólogo Thomas Bouchard (Centro de pesquisas de Gêmeos e Adotados da Universidade de Minnesota - EUA - “dados Revista Veja - 28/04/99”) .

         Segundos os estudos, Jim Lewis e Jim Springer são irmãos gêmeos idênticos. Os que os distingue é o fato de terem crescidos separados um do outro, criados por famílias diferentes, em casas diferentes, situadas em cidades distantes no Estado americano de Ohio. Jim e Jim  se conheceram quando já estavam com 39 anos. O reencontro revelou uma série de inacreditáveis coincidências. Os dois haviam casado duas vezes. As primeiras mulheres de  ambos chamavam-se Linda. As segundas esposas também tinham o mesmo nome, Betty. O primeiro filho de Jim Lewis foi batizado de James Alan. O de Jim Springer chamou-se James Allen. “Toy” foi o nome que ambos deram seus cães de estimação na infância. Adultos, os irmãos desenvolveram preferências pela cerveja Miller Light e pelos cigarros Salem. Ambos dirigiam Chevrolet. Quando se encontraram pela primeira vez, em 1979, os dois mediam 1,83 e pesavam 81 quilos, tinham os mesmo tom de voz, os gestos idênticos e os mesmos tiques nervosos. Ambos tinham o hábito de roer as unhas.

 

 

         Jim Lewis e Jim Springer são um caso clássico de gêmeos idênticos separados ainda no berço e  criados por famílias diferentes. Agora duas décadas depois e já com 8000 pares de gêmeos estudos, Bouchard e seus colegas psicólogos estão colhendo  uma batelada de respostas esclarecedoras sobre como se forma a personalidade humana.

         Fato curioso de estudos de gêmeos idênticos separados pouco depois do nascimento mostram que:

1.   Estoque genético idêntico: gêmeos idênticos são o resultado da divisão de um óvulo fecundado por um espermatozóide que dá origem a dois embriões.

2.   Clones : por isso eles são clones naturais. Seu material genético é idêntico.

3.   Vidas diferentes: quando separados logo após o nascimento e criados por famílias distantes, eles vão ser influenciados por fatores ambientais diferentes. Não existe melhor maneira de estudar como um mesmo estoque de genes reage a experiências distintas ao longo da vida.

4.   Resultado da comparação: Se, por exemplo oito em cada dez pares de gêmeos idênticos criados separadamente são agressivos, os pesquisadores concluem que a agressividade é 80% genética.

 

Obs: Conforme as pesquisas com os gêmeos, a probabilidade do “acaso” esta bem distante nas comparações dos fatos  relacionados à vida deles. Acredito que este estudo, no seu desenrolar, mostrará  a comunicação energética (eletrônica) entre os seres. A tecnologia de hoje (05/99), não possibilita este rastreamento orgânico.


 

Relações  religiosas

 

         Tenho observado que a religião espírita, ou melhor os espíritas, estão com uma grande dificuldade perante a ciência materialista. É colocado que a união do espírito à matéria acontece na concepção, isto é,  na formação do embrião. O ser espiritual individualizado está preso a partir deste momento, até o seu desencarne, sendo que num processo de hibernação até que tenha plena consciência do seu novo status vital, isto é, reencarnado. Acontece que pelo avançar da ciência genética teremos o processo do congelamento de embriões para futuros seres. Mais ainda, teremos clonagens humanas, fabricação serial humana. Isto mesmo, fabricação. Parece loucura, mas não é. Teremos indústria humana. Seres formatados conforme uma especificação: Cor de olhos, tipo de cabelo, porte físico e sexo. O que escrevo agora já pode ser realidade. Temos a tecnologia para tal.

         E digo mais, conforme a evolução do conhecimento da clonagem e das ligações eletrônicas do “projeto eternidade”, poderemos eternizar a própria imagem material, o aspecto físico...caramba, viajei legal, mas a meu ver a ciência biológica marcha nesta direção, é uma questão de tempo. Afinal, pensar o absurdo não é proibido, se fosse, coitado do Einstein, que no  início do século XX  pensava em relatividade de tempo e espaço. Ah! meu amigo Einstein, realmente Deus não joga dados. Tudo é coerente. Basta pensar nas leis de Amor, que são as leis da própria física.

         Em relação ao embrião congelado, os espíritas alegam que o espírito reencarnante ficará preso ao  corpo congelado por tempo indeterminado, como provação cármica. Eu particularmente acho um absurdo, e digo que pode congelar, mas o ser espiritual longe está de ficar preso à matéria congelada, pois ele encontra-se manifesto, vivo,  reencarnado em  outro corpo.

         Existe inclusive um estudo em embriologia humana que prevê  no caso de gestações múltiplas (4 ou 5 fetos) o aborto do excedente em prol de um único, que na verdade é o desejo dos pais. Sem nenhum processo de culpa ou crime, pois dentro da visão de eternidade se o embrião for abortado, teremos outros milhares de embriões, pois o ciclo da vida é infinito, assim como as oportunidades de renascer.

         Fala-se do compromisso espiritual perante o reencarnante. Bem, o homem, sexo masculino, pode ter durante a sua vida milhares de filhos. Será que se comprometeu com todos eles para trazê-los à vida material?  A mulher, em bem  menor escala, mas pode chegar a mais de uma dezena. Realmente é um assunto complexo, mas se não contarmos com o projeto eternidade, teremos um engarrafamento de seres em busca de uma oportunidade de renascer.*

* A religião espírita fala de tal   possibilidade.

 

 


PRINCÍPIO DA SINCRONICIDADE

 

         O princípio da sincronicidade foi  proposto por Jung para explicar as percepções extra-sensoriais (telepatia, premonições, clarividências) por meio de fenômenos como que de uma espécie de harmonia preestabelecida entre séries causais independentes, apesar de afastadas no espaço e no tempo.

         Através do uso da sincronicidade podemos explicar fatos em que duas pessoas têm a mesma idéia quase que ao mesmo tempo, ou ao mesmo tempo. Ou você pensa numa música e percebe que o radio está tocando a música que você estava pensando. Este fenômeno está baseado em que nós estamos em diversos pontos do universo ao mesmo tempo, não somos seres  estáticos e sim muito dinâmicos. Desde o instante em que percebemos esta dinâmica e nos conscientizamos dela poderemos ter acesso ao ilimitado universo e a todo o conhecimento nele embutido. Não é uma coisa fácil, pois estamos muito focados no nosso “eu” individualizado. Não temos ainda noção do nosso “eu coletivo”, que é mais ou menos o inconsciente coletivo  Jungiano. Jung se baseia nos processos arquétipos

Verbete: arquétipo

3. Psicol. Segundo C. G. Jung, psicólogo e psicanalista suíço (1875-1961), imagens psíquicas do inconsciente coletivo [q. v.], que são patrimônio comum a toda a humanidade.

         A sincronicidade vem a atestar o projeto eternidade, mostrando que estamos interligados de alguma forma a nível energético, as coincidências não existem. E por falar nelas, vou contar uma história de muitas “coincidências”:

         Nasci no dia 04 de Agosto, a rainha mãe da Inglaterra, também. Quando o príncipe Charles casou com a Diana (Lady Di), eu assisti toda a cerimônia ao vivo sem sair do Brasil, eu estava lá de alguma forma. Quando assisti na TV, estava vendo a repetição. Quando o filho do casal nasceu, também nasce o meu filho, que dei o nome de Kirn, que tem origem escocesa, a mesma origem de Diana. Na noite do desastre que causou a morte da princesa, eu estava vendo um filme da TV e comecei a sentir uma dor forte no queixo, na parte óssea, e em todo o corpo, como se meus ossos tivessem sido moídos de alguma forma. Minutos após este mal estar, assisti a um informe extraordinário na televisão que a princesa tinha passado por um sério acidente automobilístico, onde teria morrido o seu namorado e ela estava muito mal, vindo a falecer horas depois. Muita coincidência? Claro que não. Isto é sincronicidade. Que em outras palavras é o pai do processo de eternidade. Nós estamos em diversas partes do universo simultaneamente. Nós somos e  não sabemos. Muitas vezes quando assistimos a  um filme ou um documentário no cinema ou na TV, ficamos surpreso com as imagens que nos parecem familiares, por que? Porque uma parte de nós está ou esteve naquele lugar. Não é papo de vidas passadas não, são vidas presentes mesmo. Aí é que está a beleza da eternidade. Se estamos em todos os lugares e em diversas pessoas, só morreremos se todos morrerem, ou se o universo sofrer um grande colapso. Assim mesmo creio que exista eternidade para o universo, ele também deve  ter outros universos.

        


 

Comunicações  espirituais

 

         A chamada comunicação espiritual, segundo os espíritas,  é quando a entidade espiritual se aproxima do aparelho de comunicação (médium) e fala através dele. Este fenômeno é chamado erroneamente de incorporação, mas na linguagem técnica é psicofonia (espírito falando). Quando este fenômeno ocorre o médium (alguns) praticamente se transformam na personalidade do comunicador, inclusive mudam o tom da voz , os gestos e às vezes solicitam indumentária conforme a  posição social do comunicante.

         Analisando este comportamento  podemos observar que temporariamente uma outra personalidade “habita” este corpo, pois, segundo as pesquisas os médiuns (alguns) ficam inconscientes e não lembram dos fatos acontecidos durante a manifestação espiritual.

         Se este fato pode ocorrer por alguns instantes, nada impede que possa ocorrer por mais tempo, quem sabe alguns anos. É um processo interativo de troca constante. No caso da manifestação espiritual existe a evocação da personalidade que irá  manifestar-se. Esta observação que faço é somente para salientar que somos ativados espiritualmente (eletronicamente) por um outro campo de consciência, e que esta personalidade se funde com a do médium.

 


 

EVIDÊNCIAS  CLÍNICO/TERAPÊUTICAS

 

         Como já foi dito, sou psicólogo clínico, trabalho há muitos anos com TVP (Terapia de Vidas Passadas). Este trabalho muito me auxiliou nas pesquisas que relato sobre eternidade, pois foi através dele que tivemos muitas explanações que sugere que existam  outras vidas paralelas às nossas vidas no sentido da evolução, nos mostrando que somos realmente eternos. Um dos casos interessantes foi o de uma senhora de  48 anos de idade. Quando foi colocado em regressão, mostrou-se como uma criança de 4 anos de idade. Até ai tudo bem. Só que conversando com a criança ela vai relatando fatos do dia de hoje, para nosso espanto, como televisão colorida, videocassete, micro-ondas e outros e com a personalidade de 4 anos de idade. A nossa amiga paciente já estava  reencarnada e com 4 anos de idade, embora estivesse hoje com 48 anos.

         Um outro caso também, uma jovem de 23 anos de idade, no processo de regressão, vê-se como uma menina muito pobre, no trabalho de lavoura. Acompanhamos a evolução da personalidade criança até a maioridade, hoje em volta de 60 anos de idade. Esta senhora encontra-se ainda encarnada, é vendedora de verduras numa feira livre. A nossa paciente é a reencarnação desta feirante. Ela se queixa na primeira consulta que se sente como “uma velha” depressiva,  e luta desesperadamente para uma melhor posição social, tem medo de passar necessidade. Através desta visualização estamos incorporando mais energia positiva na feirante e fortalecendo a personalidade de nossa paciente, fator  básico para que possa estabelecer em si uma melhora de comportamento e não ser arrastada para a depressão, em razão de uma personalidade mais acimentada da feirante.

         Também temos casos de homossexualismo          que aparecem depois de uma certa idade, sendo que na trajetória da vida atual nunca tenha havido uma tendência para este tipo de personalidade. Observamos nestes casos clínicos que existe  um outro que é mulher ou homem e que nestes casos estes “outros” apresentam problemas de relacionamento sexual, pois já são a reencarnação de um outro ser que é do sexo oposto, criando com isto dificuldades para ambos. Não quero dizer que este fato seja generalizado, mas encontrei evidências conforme relato.

 

.....e deixando em aberto...

        

...........meus amigos, tenho certeza que estamos começando um novo estudo da vida, buscando na psicobiofísica uma alavanca para o conhecimento do nosso Eu. Posso estar errado em mexer em tantos fatos já amadurecidos com o tempo, mas também tenho certeza que o mundo não será o mesmo a partir de hoje.

 

 

 

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