VIAGEM ASTRAL

 

        Segundo o apóstolo Paulo:

        “É claro que, se há um corpo material, então tem de haver também um corpo espiritual”. Já Allan Kardec denominou o corpo espiritual de “perispírito”, mediador plástico entre o espírito e o corpo carnal.

        Diversas correntes místicas concordam que o corpo astral pode deslocar-se do corpo físico, dando lugar ao fenômeno conhecido com “experiência fora do corpo (EFC), desdobramento ou viagem astral.

        Os estudiosos dizem que os EFCs demonstram  com forte evidência  que após a morte existe vida. Cada projeção do corpo astral seria uma espécie de morte parcial, com a diferença de  que, nesse caso, o projetor pode decidir pela volta a seu corpo físico, no local e no tempo em que o deixou, adormecido ou consciente. Enquanto se vivência uma EFC, seria possível estabelecer contato com os seres desencarnados, que se encontram no plano astral, a primeira dimensão da existência após a morte do corpo físico.

         O livro “The projection of  the astral body” ( A Projeção do corpo astral) publicado também no Brasil) de Sylvan Joseph Muldoon e Hereward Carrington, estabelece uma série de diferentes métodos par induzir  a projeção astral. A maior parte deles tem em comum este procedimento:

·       O voluntário deita-se de costa e usa a força de vontade e a imaginação, buscando afrouxar o controle exercido pelo corpo físico sobre o astral. Para tanto, deve imaginar, por exemplo, que  está no corpo astral, girando conscientemente em torno de uma eixo que vai da cabeça aos pés. Enquanto isso, observa o teto, a parede, o chão e finalmente a outra parede.

·       Um segundo processo, o indivíduo imagina-se subindo num elevador no instante em que adormece, afirmando para si próprio que, em algum momento da ascensão, seu corpo astral se conscientizará em plena projeção.

·       Um terceiro método prescreve o seguinte: deve-se ir para a cama com muita sede e imaginar o tempo todo que se vai à cozinha tomar água. Ao fazer isso, o voluntário programa-se para “acordar” numa projeção astral, chegando à cozinha (para beber água).

A sensação inicial, quando do início do desdobramento, é que estamos num estado de catalepsia (estado mórbido com enrijamento dos membros, respiração e pulsos lentos). De  acordo com Muldoon e Carrington,  esse é o sinal comum de que a experiência está em andamento.

        Em princípio somos tomados por um pânico, medo de estar morto. Ouvimos vozes das pessoas ao nosso redor, querendo falar, mexer nossos músculos, enfim comunicar com estas pessoas, mas nossa voz não sai. Muitas das vezes entramos em verdadeiro estado de pavor. Neste instante, acontece algo de chamar à  atenção: um forte zumbido começa entrar pelos tímpanos, algo como uma forte ventania, e acordamos com a respiração alterada, suando forte e as vezes com taquicardia. Mas, é preciso que tenha a devida coragem de enfrentar tal situação, pois com o tempo veremos que nada de mal nos acontece, e, com isso vamos ganhando confiança nesta nova atividade. A minha primeira experiência no campo da projeção astral aconteceu de uma maneira bem dramática, mas tudo correu bem  como sempre.

Estava dormindo, quando acordei com aquela sensação da catalepsia, com o corpo todo duro. Como não era a primeira vez que acontecia tal fato não dei tanta importância, pois sabia que daqui a pouco tudo resolveria como das outras vezes, isto é, dormiria novamente e acordaria  corretamente. Acontece que não dormi, me distrai em devaneios de pensamentos por algum tempo e, esqueci que estava naquela condição. Tive vontade de ir ao banheiro fazer “xixi”, e me levantei normalmente. Aí é que começou o meu drama. A porta não queria abrir, estava muito pesado, parecia que tinha um calço prendendo-a, mas não tinha. Tentei acender a luz do quarto, mas o botão da luz também parecia que estava duro. Neste instante percebi que quem estava duro era eu há alguns instantes na cama. Olhei para a cama, e estava euzinho lá, deitadinho, e ao mesmo tempo de pé junto a porta. Foi a pior sensação que já passei, pensei que tivesse morrido. Estava frente-a-frente com o meu corpo. Virei o rosto para o outro lado e rezei todas as orações conhecidas e até inventei algumas, tamanho era o meu desespero. Neste instante comecei a sentir o zumbido que arrebentava os tímpanos, e, comecei a cair para traz, com o corpo envergando sobre a coluna. Acordei com um forte baque na cama, como se tivesse caído sobre o corpo. Estava todo suado e molhado de  “xixi”. Também não era para menos.

Tenho um acontecimento que se passou comigo há no final de minha adolescência:

 

Um estudante de química

        

         Quando eu tinha meus 18 anos de idade, morava no Meier, bairro suburbano do Rio de Janeiro. Eu era estudante de química e trabalhava  numa indústria farmacêutica, LBC , como auxiliar técnico de análise do controle de qualidade. Certo dia cheguei cansado em casa. Parei o carro na porta e nem coloquei na garagem. Nesta noite também faltei ao curso. Entrei em casa, meu pai estava na sala vendo o jornal pela televisão. Fui direto para o meu quarto e caí pesadamente na cama. Naquele instante parece que morri. Apaguei completamente. De repente estava numa escada de uma casa estranha e com a mesma roupa que acabara de chegar: jaleco todo sujo e furado de ácidos. Ouvi o mesmo som da televisão que meu pai estava vendo, mas o som vinha da sala anexo ao hall da escada. Não era a minha casa, nela não tinha altos e baixos. Fiquei com muito medo, pois o ambiente era estranho. Na minha frente tinha a porta da cozinha, ao lado a saída para a sala principal. De repente uma menina de aproximadamente 5 anos corre ao hall da escada e pára na porta da sala. Coloca a mão na boca e lentamente se afasta de costa, olhando fixamente para mim. A mãe que estava na sala vem de encontro à filha, talvez não entendendo o seu comportamento e também se espanta comigo no meio da escada. Naquele instante todos nós estávamos assustados. O marido também chega. Um senhor de aparentemente 45 anos de idade, cabelos meio grisalhos e óculos. Ele estava ainda com camisa social e gravata, talvez tenha chegado do emprego e sentado na sala sem o paletó para descansar. Estava eu num enrascada daquelas. Como explicar? Realmente não tinha uma explicação. Eu mesmo precisava de uma. Mas estava ali e muito nervoso, tremia dos pés a cabeça. O senhor compreendeu o meu estado desesperador e percebeu que eu era inofensivo. Gentilmente solicitou que descesse as escadas. Desci. Caminhei lentamente para a sala sob os seus olhares e sentei no sofá. Ele sentou do meu lado e perguntou o que eu queria. Respondi que estava dormindo na minha casa, no Lins, e não sabia como fui parar na casa dele. Ele perguntou: - Você está dormindo na sua casa no Lins?  Respondi: Isto mesmo, eu estou no Lins e estou aqui na sua casa. Ele falou: - Mas aqui não é Lins, aqui é Laranjeiras. Ele não entendeu nada e eu também. Neste  instante ele levantou-se e foi ao telefone. Discou alguns números e começou a falar com uma pessoa. Sem dúvida o assunto era eu, ele me olhava e me descrevia para o outro. Recolocou o fone no gancho e voltou para perto de mim. Falou que ficasse calmo que dentro de alguns instantes ele e um amigo iriam me levar para casa. Pensei rápido. E agora?  Eu já estou lá. Como vai ser. Neste instante comecei a ficar tonto e senti um zumbido forte no ouvido. Parece que eu caía para trás. Percebi que o dono da casa ficou meio assustado me olhando. Acordei num baque profundo na minha cama e levantei correndo para a sala onde estava meu pai. Contei para ele, mas não me deu muita atenção. É, foi mais um sonho, um pesadelo de um dia de cansaço.

Um dia, tenho certeza alguém vai falar a mesma história, mas de um outro ponto de vista

 

        O livro de Muldoon afirma que a catalepsia se interrompe quando a projeção do corpo excede a faixa de atividade do cordão de prata, que, segundo os espiritualistas, liga o corpo físico ao corpo astral. Sendo grande a distância entre os dois corpos, o cordão reduz-se a um fio delgado e a catalepsia desaparece. Se isso ocorresse comigo, seria possível caminhar pela cidade, olhar os artigos existentes na vitrina de uma loja desconhecida, memorizá-los, voltar ao corpo físico, escrever tudo num papel e verificar no dia seguinte se a experiência havia sido real. Se os objetos expostos na loja coincidissem com os da lista, não se poderia dizer que a experiência se resumira a um sonho ou pesadelo.

        Um dos clássicos da literatura infantil é o livro “Peter Pan”. Neste livro é mostrado de forma bem formal como ocorre o desdobramento e a viagem astral.

        As crianças começam desde cedo a fantasiar tal possibilidade, isto é, sair voando pelo céu durante a noite enquanto todos dormem e visitar outras terras e pessoas. No caso, encontrar com Peter Pan, fadinha sininho e outros. Estas literaturas têm a finalidade exata de preparar o indivíduo para tais eventos normais a vida.

        As viagens astrais podem ser espontâneas ou induzidas.

        As espontâneas ocorrem normalmente durante nosso sono e muitas vezes pensamos que seja um sonho normal, só que é vivido intensamente. Já as experiências induzidas podem ser feitas pela hipnose, projeção voluntária ou através de drogas (as drogas nunca são aconselháveis).

        Comparando os dois grupos de dados, descobriu que a experiência fora do corpo natural era muito mais vivida e tinha características gerais diferentes das experiências forçadas. Por exemplo, perto de 10% dos casos naturais mencionados, o abandono do corpo ocorria pela cabeça, enquanto na projeção forçada nem metade dessa porcentagem referiu-se a essa ocorrência. Certa vez realizamos experiências de desdobramento através do sono hipnótico. Sugerimos ao indivíduo o sono, e induzimos através de palavras que seu corpo a partir daquele instante seria desdobrado e que ele estaria no centro da cidade de São Paulo. Ele começou a descrever as ruas e lojas que estava vendo no processo instantâneo de comunicação, isto é, seu corpo físico era como um rádio receptador das mensagens do seu corpo astral a distância. Em um outro experimento, enviamos o indivíduo, isto é, o seu corpo astral ao Tibet (montanhas geladas), o corpo físico recebeu toda a sensação de frio que corpo astral sentia na ocasião.

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Bibliografia sugerida para Viagens Astral:

·     Projeção do corpo astral e Los fenômenos de la proyeccion astral - Mulddon e Carrington

·     Projeções da consciência - Waldol Vieira

·     Viagens fora do corpo - Robert A. Monroe

·     Extensões da mente - Russel Targ e Harold  Puthoff

·     Proyeccion astral - Denning y Phillips

·     Viajem astral, experiências extracorporales - Greeehouse

·     Fenômenos de  bilocação - Ernesto Bozzano

 

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