PARANORMALIDADE
INFANTIL (Marcio Pontes)
A parapsicologia nos dia de hoje busca uma explicação para os fenômenos
espontâneos que vem ocorrendo pelo mundo afora, fenômenos estes que criam as
maiores polemicas, pois eles vêem mostrar certas disparidades com os conceitos
clássicos de psicologia, física, química
e religião. Dentro deste processo de busca tem se defrontado com a impotência tecnológica de localizar o
"foco operante" de fenômenos como: premonição, clarividência,
telepatia (fenômenos classificados como psi-gama) e os chamados efeitos físicos
levitação, transportes, etc.., (classificados como psi-kapa), pois
por serem de ordem espontânea é quase que impossível controla-los.
Esses fenômenos muitas das vezes são imperceptíveis ao nosso dia-a-dia e os
julgamos coisas normais ou quando muito, coincidência.
Devido a estas dificuldades
, nos estamos agora fazendo um trabalho de base, e ao dar inicio a este trabalho
começamos a deparar com muitas coisas interessantes, pois este estudo é de
fato com a base do homem: a criança.
A criança nos surpreendeu logo no inicio pelo jeito simples como se
apresenta para uma experiência, coisa que não ocorre em uma pessoa adulta. Ela
não sabia do que se tratava e nem se preocupava com tal coisa e, isto foi
fundamental, pois assim como os fenômenos que muitas das vezes acontece no
paranormal, ela é também espontânea.
RELAÇÃO
ENTRE A CRIANÇA E O ADULTO
A pessoa adulta geralmente ou normalmente apresenta suas ondas mentais (EEG) entre os níveis Alfa (8 a 13 cps) e Beta (14 a 21 cps), e quando busca um relaxamento físico ele entra na onda Alfa. Este entrar na onda Alfa faz com que ele sinta uma melhor disposição física e mental, aumenta-lhe as percepções e sua sensibilidade fica mais apurada, e também foi verificado que esta condição mental é por excelência a mesma condição que os Iogues e os místicos orientais buscam em suas meditações, quando tentam entrar no "NIRVANA", e o mesmo estado mental apresentado pelos sensitivos quando em "transe mediúnico".

Observando o homem normal, que precisa descer uma escala de vibração
mental para poder ter melhores condições de percepção, podemos fazer a relação
com a criança, pois a criança até a idade de mais ou menos 13/14 anos
apresentam uma predominância de ondas Alfa associadas às ondas Betas.
Esta predominância de ondas Alfa sobre as Betas, dota a criança de uma percepção
maior do que normalmente tenha uma pessoa adulta, que predomina ondas Betas.
Estamos falando de crianças adolescentes, pois se falarmos de crianças ate os
10 anos de idade, veremos que praticamente elas são Alfas.
PARANORMALIDADE
& PSICANÁLISE
Pelos estudos mais modernos de psicologia e psicanálise temos visto que
a criança no período de desenvolvimento tem todas as condições intrínsecas
de percepção do meio ambiente, pois ela intera com tudo e com todos
de diversas maneiras, e muitas delas de forma ainda inexplicáveis. a
criança tem uma percepção interna de linguagem (telepatia ?), ela se intera
com os problemas dos pais, embora tais problemas nunca lhes tenham sido expostos
, e, com isto ficam-lhe acumulados certos porquês e traumas que lhe
acarretaram, segundo a psicanálise, problemas de ordem comportamental e
emocional (o fato é clarividência ?). Temos também a facilidade que as crianças
tem de decorar textos longos e mesmo de começar a desenvolver precocemente nas
artes, e , com brilhantismo (desenho, musica,esportes, etc..). Isto tudo é
devido a sua forte percepção mental que e transformada pela mente em trabalho
desta ou daquela ordem.
Ao chegar a adolescência, quando o individuo deveria ter a fixação das
ondas Alfa e se encontrar pronto para a vida com todo o seu força físico e
mental, tal fator não acontece, e o nosso jovem por falta de condições e
mesmo orientação se perde e, quando muito se torna um problema de ordem
social, pois foge as normas sociais e padrões éticos.
E do dito popular que a criança tem um "Anjo da guarda",
realmente nunca estamos desprotegidos em nossa estada terrena, mas também tem
as condições psíquicas que ela apresenta de pressentir e mesmo evitar
contatos com meios que não lhe são afins. Os exemplos destes casos é a criança
que recusa o colo de um amigo do papai, e , este pai então força a criança,
por questão "social" a aceitar aquele abraço ou colo indesejado.
Este "forçar", faz com que a criança "quebre" as suas
defesas internas, que são exteriorizadas pela aura ou "campo bioplásmico".
Um outro caso que tanto causa pânico nos pais é o "amigo invisível"
que muitas crianças apresentam, tem pais que pensam que a criança está com
doença mental, falam até em esquizofrenia precoce. Este amigo invisível pode
ser um caso de Vidência vivenciado pela criança e , nos pais despreparados
para tais acontecimentos e achando que foge ao padrão "correto" de
comportamento, frustram e traumatizam uma condição própria a desenvolver no
ser humano.
EDUCAÇÃO PARANORMAL
A
parapsicologia parte agora a "desenvolver" processos e meios de buscar
uma conciliação educacional para que aliadas a Psicologia e a Pedagogia possam
somar conhecimentos e buscar os caminhos a serem tomado para o
desdobramento do potencial infantil e, com isto alcançar por meios naturais e
controlados os fenômenos que são tidos como "sobrenaturais", pois a
natureza nunca negou nada ao homem. Faz-se necessário que ele busque a sua
interação com ela, e o caminho que nos apresenta neste início de século é o
caminho da libertação, é o uso da energia psíquica, e, somente um trabalho
de base pode nos trazer o sucesso desse empreendimento, que nos dará condição
de alcançar o tão almejado status de "HOMO-PSI" e se despojar das
energias convencionais e abranger todo o Universo numa simples vontade.
A CONCEPÇÃO
DO HOMEM
Um dos instantes mais dramático da historia do homem é exatamente o
instante da concepção. O momento em que o espermatozóide penetra o óvulo e
fecunda-o. Neste simples ato, se encontra encoberto toda uma engenharia invisível,
toda uma programação que nenhum computador humano conhecido poderia em condições
atuais planejar.
A procura, a corrida pelo objetivo, que leva o espermatozóide por
sinuosos caminhos e perdidas distancia acidas, leva pensar, que dentro de um simples "girino" exista um
motor que o impulsiona, e , que a sua carcaça
inoxidável é invulnerável ao meio externo, pois age com determinação
e destreza e consegue chegar ao objetivo.
Já foi estudado que existe uma serie de circunstancias no organismo
feminino para que dê condições de vida ao espermatozóide, principalmente a
temperatura do corpo, e , o que mais propicia a fecundação são as reações
químicas processadas dentro de um certo tempo, que favorecem inclusive a
caminhada do sêmen fecundador até ao útero e dai a fecundação.
Todo o processo após a ejaculação do esperma no canal vaginal,
torna-se um processo autônomo, não mais interferimos no caminho a
seguir, o nosso organismo cuida dai para diante, o controle é involuntário,
inconsciente, e ,em grande parte das mulheres a fecundação também não é
percebida, só vindo dias apos à desconfiança e a certeza com exames
laboratoriais. A partir deste instante a mãe toma consciência que se encontra
em processo de gestação
de um ser vivo dentro do seu
organismo. Esta certeza consciente é para ela apenas uma prova palpável de uma
situação que ela mesma já "desconfiava", por variações em seu
metabolismo orgânico, só que agora ela já é uma mãe em potencial e nisto se
assume ou não conscientemente.
O começo da vida para o homem, em termos assim biológicos, é a concepção.
A partir da concepção o ser humano começa a viver. Mas, a concepção é um
encontro de cromossomos, e como pode ali estar toda uma estrutura individual, e
por incrível que pareça ali se encontra algo individualizado e com características
próprias, sente e transmite emoções como se fosse o individuo com o potencial
adulto, ou melhor, como se já participasse do convívio exterior.
As emoções, como já foi provado pela ciência médica e bioquímica,
fazem com o nosso organismo desenvolva enzimas, e estas, no caso da mãe,
percorrendo o organismo materno, fatalmente entram na corrente do feto pela
placenta, e, estes sendo um ser que vive num meio interior, suas informações são
já codificadas e decodificadas pelo mensageiro circulatório, fazendo com que o
feto venha a apresentar perturbações dentro do processo de desenvolvimento
natural.
As emoções de carinho, de amor, também já foi provado que fazem com que nosso organismo apresente também variações de ordem bioquímica. E, também já foi observado, que crianças geradas em ambientes de equilíbrio emocional, apresentam no desenvolvimento fetal e ao nascer condições muito mais tranqüilas, tanto de gestação como de parto, em comparações com crianças geradas em ambientes que não condizia com as necessidades da parturiente.

Estes problemas de ordem natural, como são os efeitos das enzimas
descarregadas na circulação materna, e que afetam a mãe e ao feto, vem sendo
estudado por médicos e biólogos, para poder encontrar um meio de evitar que a
criança seja contaminada em sua gestação. Estão sendo catalogadas
entrevistas com futuras mamães, em diversas civilizações e culturas, e também
sendo feitas observações de campo quanto a estas atividades, pois, será de
grande valia para a ciência médica poder diagnosticar, dentro do meio uterino,
um maior numero possível de anormalidades oriundas do meio externo, e assim
poder elimina-las.
A
PARAPSICOLOGIA E A CONCEPÇÃO
A parapsicologia, ciência que estuda os fenômenos que se encontram além
das barreiras admitidas pelo homem, já ha muito tempo vem se preocupando com o
individuo no útero materno. Esta preocupação não é sem fundamento, pois
admite que pode haver algo além de uma simples ação metabólica orgânica,
que influi no feto, e por assim pensar é que elaboramos estudos que aliados a
inúmeros outros, tentamos verificar a sua possibilidade.
A parapsicologia tem o individuo como uma "energia condensada"
quando este se manifesta na "forma viva material". Pensando nestes
termos podemos olhar para a criança em desenvolvimento no útero. O útero nada
mais e do que o condensador energético, onde o ser humano, até então energia
livre, vai-se amoldando, conforme a matéria que lhe e ministrada, isto é, de
acordo com a orientação genética que predispõe a energia condensada da mãe.
O ser que se prepara para entrar na vida fetal, por se encontrar em "forma
livre de energia e potencialmente ionizada", começa a atrair para si as
partículas materiais genéticas (cromossomos), e este dentro de mais um
processo de síntese, em virtude do alto campo gravitacional e "radioativo
da energia livre" altera em grande parte a sua programação original e
apresenta ou não alterações que somente este novo individuo poderá possuir,
e que lhe caracteriza a sua individualidade (geneticamente falando). A partir da
primeira mitose, já temos em seu bojo uma nova identidade, e o desdobramento ou
evolução desta divisão celular e conseqüente multiplicação, já obedece à
orientação desta forma de energia, que lentamente vai assimilando matéria,
ate que forme a sua característica humana própria e se encontre em condições
de ganhar a luz (nascer).
Dentro do processo de formação material, o individuo é puramente
inconsciência, fato este que se manifesta ate aos primeiros anos de vida
material. O nosso processo inconsciente é riquíssimo, e mesmo os grandes
estudiosos do assunto, pouco puderam observar, pois as condições em que
são guardados ou enclausurados, dificultam os nossos meios de observação, que
ainda são muito primários ou mesmo deficientes para lidar com esta parte da
nossa mente. Mesmo assim, podemos deslumbrar o quanto somos pobres de vida
mental, visto que só lidamos quase que com o consciente ou então com
fatos a ele pertinentes.
Estando em estado de feto, a energia mantém um processo de capturar os
elementos materiais oriundos do corpo da mãe. Para que haja tal captura, a própria
mãe, em nível inconsciente, começa a ceder de sua estrutura, por um processo
de desmaterialização e rematerialização de energia, parte de sua organização
material, dentro dos parâmetros vitais. Sendo a mãe, dentro de sua organização
biológica, energia condensada, durante todo este processo de desmaterialização
de uma porção de sua energia, isto é, a descondensarão desta, sua matéria,
ou a sua estrutura, começa a ter uma ligação mais intima com a energia livre
do feto em formação. Esta interação e de ordem inconsciente, algumas mães a
percebe, pessoas estas mais sensíveis, mas na verdade todas as mães do mundo
percebem este fato em diversos graus de percepção consciente.
Este estado de interação com a mãe é uma constante , desde o instante
da concepção, e começa o seu processo involutivo no ato de nascer, não
querendo dizer que acaba neste instante.
Tendo a mãe esta interação energética com o feto, a nível
inconsciente, podemos lançar mãos de meios que possibilitem o intercambio
mental entre mãe/filho, pois pelo visto, é o instante (a gestação) em que a
mãe e o filho são partes de um mesmo convívio energético e trocam entre si
informações não conhecidas.
Os processos de busca do inconsciente vem sendo desenvolvido desde o
final do século dezenove (XIX), e hoje temos técnicas, embora ainda "não
cientificas", como a psicanálise e a hipnose, que buscam
"pescar" do inconsciente algo que possa colaborar na pesquisa de
diversos distúrbios comportamentais. Se levarmos em consideração uma
possibilidade como esta, da mãe poder "conversar" com o feto, mesmo
que seja dentro de um processo simbólico. Será de grande importância, tanto
para a gestante como para o gestando, pois, talvez para o seu desenvolvimento
cognitivo futuro tal interação venha a trazer um adiantamento que possibilite
o ser a não sofrer o impacto de um novo tipo de vida, e mesmo possa ele
responder com maior facilidade o seu potencial inconsciente a um nível
consciente, pois no seu processo embrionário isto aconteceu e foi exercitado.
A participação inconsciente entre mãe/filho na fase fetal, e algo já
tido como consumado, mas, tornar-se consciente por parte da mãe o intercambio,
é algo que ainda temos serias duvidas, devido às dificuldades de aferição da
resposta. Muitas das vezes, temos
na verdade é a angustia da própria mãe em relação ao gerando, angustia esta
transformada em imagens. Mas não deixa de ser uma catarse, uma eliminação de
formas emocionais, que podem vir a interagir na organização biológica do ser.
E dentro destes esquemas , podemos também observar nas entrelinhas, ou mesmo
dentro do processo simbólico expressado, um conteúdo originado do próprio
gerando. Seria como se colocássemos a gestante em um divã psicanalítico, e
procurássemos na verdade analisar o feto em formação, pelas formas
exteriorizadas em linguagem falada pela mãe. Não deixa de ser, dentro de
nossos limites atuais uma forma grosseira de comunicação (um estafeta que
traga a mensagem verbal após uma longa caminhada de dias) em que a mensagem
pode chegar deturpada ou mesmo amoldada às condições encontradas, pois o
mensageiro e um ser consciente e responsável pelas conseqüências desta. Mas,
já se busca meio mais moderno e revolucionário para este intercambio.
A responsabilidade da mãe, quando se conscientiza que pode de maneira
natural e espontânea alterar um processo psicológico, é duplamente aumentado,
se sua responsabilidade era infinita, neste instante ela se transforma em poder.
O contato de busca do inconsciente fetal é mais um passo do homem no
caminho de sua eterna pergunta; de onde viemos, o que somos e para aonde vamos?
E, esta pergunta é cada dia mais cercada, mas a resposta para ela não se
encontra nas edificações, e sim dentro daquilo que abrange todo o universo, e
que por uns instantes encontra-se preso e cercado por severos guardas
vigilantes, que é a nossa inconsciência, que em suma é a própria energia
manifestada em instantes de consciência.
.....e desenvolvendo o feto, no estado em que ele é grande parte energia
livre a se condensar, estaremos dando um credito a humanidade, pois com isto será
menos uma barreira que o individuo terá que romper dentro do seu
desenvolvimento. Cada criança que nasce, é um credito que Deus nos lega. Vamos
nos transformar e dar melhores condições, para que possamos com melhores
sentidos caminhar na estrada de retorno, em direção à própria criação.
TÉCNICA DE
DESENVOLVIMENTO
Em toda disciplina que buscamos o desenvolvimento de certos
caracteres, é mister que comecemos com o que de mais elementar exista. Então,
a partir deste principio devemos ir aumentando o grau de dificuldade ou
complexidade dos quesitos ou meios empregados para o desenvolvimento.
Ex: Para desenvolvermos nossa
musculatura, inicialmente começamos com pesos leves, e de acordo com a acomodação
desta vamos aumentando os seus valores e proporcionalmente a nossa capacidade física
se desenvolve, pela necessidade ou em virtude disto. E assim é todo o processo
de desenvolvimento, partindo do elementar para o de maior complexidade.
O método de desenvolvimento da paranormalidade infantil, não é algo
"sui generis", é um todo elaborado de acordo com os meios já
utilizados dentro do âmbito da psicologia e da pedagogia, sendo alguns já bem
conhecidos, mas com pequenas modificações e algumas adaptações, pois
busca o desenvolvimento da PES (Percepção Extra-sensorial), e outros são
clássicos dentro do conhecimento parapsicológico, só que adaptados ao mundo
infantil.
O melhor ambiente para a criança desenvolver a sua potencialidade
parapsiquica e naturalmente o lar, no convívio com seus pais, irmãos e
parentes próximos. Após então, o ambiente escolar, com certas adaptações e
auxiliado pela orientação recebida dos pais sobre o seu rendimento em casa.
No ambiente do lar, devemos começar com a criança recém-nascida.
P.Ex.: Uma criança que acabou de nascer, ate então, suas comunicações com o mundo exterior eram feitas unicamente através da sua mãe. Todas as sensações eram filtradas por sua mãe, e através dela vivia. Nestes primeiros dias de vida, basicamente continua a criança dentro deste mesmo meio, pois depende em tudo da sua mãe, pois mesmo a alimentação via oral, é ministrada diretamente do corpo da mãe, que para ela (criança) é uma extensão do seu corpo, ou mesmo um único corpo. Devido a esta interação de simbiose, os processos mentais ai também se confundem, é uma ligação telepática muito sutil e despercebida, pois é inconsciente. A mãe deve procurar o máximo possível o contato de pele com a criança, deixando que ela fique o máximo de tempo possível sobre o seu corpo, na altura do ventre e as coxas e com isto, usando as mãos para aplicar massagens em todo o corpo infantil, não deixando com isto que a ruptura do parto seja algo violento e que a comunicação continue existindo.

Este
desenrolar de comunicação com a mãe, faz com que a criança comece a notar
(sentido figurado), que o elo que a ligava não mais existe (vida intra-uterina)
e isto lhe causa medo, insegurança, e começa nisto os primeiros
sintomas neuróticos do individuo. Mas, se a mãe, continua a manter com
a criança, paralelamente ao meio comum de comunicação, uma aliança mental,
isto é, não fala com a criança sempre, procura quando falar reforçar o mesmo
sentido numa linguagem mental. Um dos exemplos que podemos demonstrar é quando
lhe traz alguma coisa ou mesmo uma novidade, primeiramente enviamos a
ordem mental, depois a material e após a verbal, e com isto estaremos dando uma
continuidade à percepção que a criança tinha na fase uterina, que é a
percepção telepática, dos sentidos emocionais traduzidos em linguagem visual
e auditiva. Este intercambio mãe/filho deve também ser passado ao pai, que
devera apresentar uma maior dificuldade do que a mãe, mas a criança ao
desenvolver este fator, em vez de atrofia-lo, dará condições para que o pai
com ele também se relacione. As percepções dos
pais serão por eles ditas como algo intuitivo, que ao seu ver são
coisas internas deles mesmo, mas com o passar do tempo notarão que muita
coincidência junta, da para desconfiar.
Os métodos desenvolvidos por Freud, Piaget, e outros psicólogos e sociólogos
não poderão ser desprezados, pois correspondem exatamente as necessidades do
ser humano atual, mas aliados a estes fatores e contando com eles, e que devemos
buscar a evolução PSI.
De acordo com a idade da criança, devemos ir mudando e somando meios de
desenvolver a sua percepção, e para tal podemos tentar a utilização de cartões
que apresentam uma seqüência lógica de figuras, e num destes cartões
alterarmos a sua lógica e comunicarmos mentalmente para a criança esta mudança.
Dentro do erro atribuído a lógica, falamos a criança que ela errou, e
apresentamos a figura que fugiu a lógica, e comunicamos que outras figuras
apresentadas poderão entrar fugindo a lógica. Dentro dos acertos ilógicos, a
criança será reforçada. Pedimos a criança que a primeira imagem que se
formar em sua "cabeça", ela deverá falar e compor o quadro, e
a cada acerto um reforço que satisfaça a criança. Ela devera com isto
desenvolver a intuição (que não deixa de ser um dos tipos de PES).
Aliado a isto fará um gráfico onde colocaremos a curva de acertos, para
verificarmos e documentarmos a evolução, como se fosse um boletim de notas
escolares.
Tudo isto tem que ser aliado a um complexo sistema de educação no lar,
pois o mais importante de tudo é os pais ou os indivíduos que por elas
respondem, pois eles têm uma maior ligação afetiva com as crianças, e isto e
de capital importância. Sempre que formos apresentar alguma coisa, pedir ou
mesmo brincar, voltemos a nossa atenção ao fato do ato mental e, isto irá
dando dimensão nunca antes vista em uma criança, que poderá aprimorar o seu
desenvolvimento cognitivo e ter uma maior facilidade no meio escolar, pois
contará ela com um tipo de sentido a mais para sua percepção do mundo.
Não devemos esquecer também que crianças sonham, e que seus sonhos são
muito mais perfeitos e reais que os de uma pessoa adulta, pois a criança ainda
não apresenta a saturação mental dos problemas que a envolvem, e seus sonhos
podem ser na verdade um tipo de experiência que ela poderá antever, e estes
fatos poderão ser guardados em escritos ou fitas gravadas para uma analise
futura da personalidade deste individuo, pois dentro desta dinâmica e com o
avanço da psicologia, muitas coisas até hoje desconhecidas e mesmo
consideradas dogmáticas poderão vir à tona, e mudar vários conceitos sobre a
vida do homem.
A criança tem todo um potencial para desenvolver o seu sentido natural,
que e a PES (vide correlação anterior entre religião, filosofia, ciência e
comportamento), falta-nos despertar para este fato e começarmos a agir sem
preconceitos junto à criança, pois esta não os tem, e na sua simplicidade nos
acolhe e aceita-nos com os nossos defeitos e assumem a nossa identidade. Vamos
dar as crianças o seu mundo natural, vamos desenvolve-las hoje, para amanhã,
como futuros pais, já mantenham o intercambio natural, sem que seja necessária
tamanha dificuldade, e, com isto, eliminarmos em grande parte os problemas de
ordem psicológicas que assola a humanidade, derivados da não compreensão de
um "berço".
DESENVOLVIMENTO
PARANORMAL
Os tipos de percepção extra-sensorial que conhecemos como clarividência,
vidência, clariaudiencia, telepatia, são classificados com a denominação
grega de PSI-GAMA, e são estes experimentos que devemos, os pais, manter
com seus filhos.
Mas , existem outros tipos de manifestações da mente humana que podemos
também desenvolver na criança, que são os efeitos da mente sobre a matéria,
muito conhecido como psicocinese (nome elaborado por Charles Richet, pai da
Metapsiquica) e que também usamos a terminologia grega para classifica-lo:
Psi-kapa ou Pk.
Estes fenômenos PK são pouco notados, pois quando ocorre o individuo já
se encontra bloqueado o seu potencial mental, e dai a manifestação
ocorre, mas não é percebida, pois já estamos "adultos". Mas podemos
dentro do desenvolvimento mental, buscar junto à criança na faixa acima dos 7
anos de idade tais efeitos e mesmo incentiva-la nas idades em que já apresenta
completo domínio do sensório- motor.
Os experimentos consistem em que os pais orientem a criança para que ela
ao caminhar para uma porta para abri-la ordene mentalmente que esta se abra, mas
isto de maneira espontânea, e não forcada, e também não se preocupe se esta
não se abrir. O mesmo com algo que queira apanhar, antes faça o pedido mental
para que aquilo venha até si, mas nunca deixando de apanha-lo, caso o fato não
ocorra. Estes experimentos devem ser feitos quando a criança já tenha
adquirido o domínio sensório-motor.
Em laboratório, podemos usar para estimular tais fatos, os aparelhos de
“Pendulo enclausurado", que consiste em um peso preso na ponta de um fio
(fio de algodão, p/exemplo), dentro de um recipiente que não
tenha ou sofra a
ação externa, como vento, respiração, etc. A criança deverá tentar, pela
sua vontade fazer oscilar tal pendulo.
*Esta foto foi tirada para a revista "Mulher de Hoje" e publicada em relação aos estudos paranormais infantil.
Entre estes tipos de experimentos, também podemos incluir a ação sobre
elementos magnéticos, como a ação sobre uma bússola estática, fazendo esta
alterar o seu estado de repouso.
Todos estes experimentos, levam ao desenvolvimento das capacidades
paranormais da criança, e, sendo aplicado por pessoas credenciadas, e com
orientação psico-pedagogica, só poderão trazer benefícios ao individuo.
EXEMPLOS DE
CASOS DE PARANORMALIDADE
Existem diversos exemplos de crianças que tem visões paranormais, estas
visões podem ser desde um amiguinho invisível ate mesmo aquele ser que causa
horror. Temos o caso do menino R. que falava sempre a sua mãe que
"aquela" senhora gorda, sua amiga, tinha chegado e que estava sentada
junto à porta, e dai a pouco, de fato, o ato se consumava. Este garoto, além
de visões que previam fatos como estes, também apresentava outros fenômenos
que deixavam seus pais assustados, como falar que a vovó conversara com ele no
quarto (sendo que a sua avó morta era desconhecida por ele). Fatos como estes,
ao contrario de motivados, foram tratados como desvio ou mesmo traumas
reprimidos na criança, e esta com o "tratamento", não mais voltou a
ver ou sentir tais fenômenos. Como este, existem milhares no mundo, sempre
existiram e continuarão a existir.
Uns casos acabam por falta de atenção dos pais, falta de motivação
para aquele tipo de atividade; outros como o pequeno R., que os pais tinham
melhor condição, foi "tratado", ou quem sabe de fato
"reprimido" uma condição espontânea em sua vida.
E preciso que mudemos ou que estudemos um melhor meio de lidar com as
crianças, e dentro desta busca contamos agora com os conhecimentos parapsicológicos,
para que somados possam contribuir e aparar certas arestas que sobram dentro da
psicologia, psiquiatria, pedagogia e medicina.
Repito e digo mais uma vez, "o
conhecimento da vida é um somatório que se torna um todo e nunca algo
individual".
Obs: Estes estudos e observações foram feitos no ano de 1978, na cidade do Rio de Janeiro, analisando crianças de diversas faixas etárias e condições socais e contamos na época com a colaboração do Colégio Don Oton Motta, na pessoa do seu diretor Francisco Zaib e seu filho, muito meu amigo, Zezinho Zaib, hoje diretor presidente da FAMA (Faculdades Machado de Assis)
[ Topo ] [ Psicenter ] marciopsi@hotmail.com